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sábado, 9 de outubro de 2010

Baladas do Rock: I´ll cry for you

Dando sequência na série Baladas do Rock, posto hoje um videoclipe de uma das minhas bandas favoritas, Europe. A banda sueca ficou bastante conhecida nos anos 80, devido ao sucesso comercial que teve o álbum The Final Countdown. A canção que coloco, I´ll cry for you, é uma balada do álbum Prisoners in Paradise, o último da fase hard rock da banda. Após uma separação de quase 10 anos, em 2003 eles retornaram, mas com um som mais pesado, mais cru, com pouco teclado e backing vocals, que eram suas características na época glam. Fico feliz pela reunião da banda, mas gostava mais do seu som nos anos 80.


Este videoclipe mostra bem o visual típico das bandas de hard rock dos anos 80, e foi gravado no Cirkus, um teatro em Estocolomo, que tem capacidade para 1650 pessoas, sendo muito utilizado hoje em dia para concertos, shows e musicais. Este belo lugar foi inaugurado em 1892 e foi originalmente utilizado como circo, por isso, você verá no videoclipe diversas imagens relativas a circo.



I´ll cry for you (Eu chorarei por você)

I never dreamed that I could fall but something's come over me
Eu nunca sonhei que pudesse me apaixonar, mas algo está vindo sobre mim
Now I'm sittin' starin' at the wall afraid for my sanity
Agora estou aqui sentado olhando para as paredes temendo por minha sanidade
The sound of your voice the touch of your skin it's hauntin' me
O som da minha voz, o toque da sua pele, está me assombrando
I'm still tryin' to come to my senses, but I can't look back so I'm takin' my chances
Estou tentando voltar à razão, mas não posso voltar atrás, então estou me arriscando
I wanna give you my heart, give you my soul
Eu queria te dar meu coração, te dar minha alma
I wanna lay in your arms, never let go
Queria deitar em seus braços, nunca soltar
Don't wanna live my life without you, but I know when you're gone
Não queria viver a minha vida sem você, mas sei que quando você se for
Like a fire needs a spark, like a fool in the dark
Como o fogo precisa de uma faísca, como um bobo na escuridão
Honey, I'll cry for you Amor, chorarei por você

Wonderin' why I'm runnin' scared from what I believe in
Me pergunto porquê estou correndo assustado daquilo que eu acredito
I know that love is just another word to say what I'm feelin'
Eu sei que amor é mais outra palavra para dizer o que estou sentindo
For once in my life, the future is mine, it's callin' me
Por uma vez na minha vida, o futuro é meu, está me chamando
I've been searchin' so long for an answer
Tenho procurado há tanto tempo por uma resposta
But it's too late now So I'm takin' my chances
Mas agora é tarde demais, por isso estou me arriscando

sábado, 17 de julho de 2010

Elixir do Amor

L'elisir d'amore (elixir do amor) é uma ópera em dois atos de Gaetano Donizetti. Estreou em Milão em maio de 1832 A ação se passa numa pequena aldeia do século XIX.

Nemorino, um camponês local, garoto tímido e simples, está apaixonado pela jovem e rica Adina a quem dirige inutilmente muitas atenções e ofertas de amor. Adina é inconstante, caprichosa e mostra preferir a corte descarada e presunçosa de Belcore, vaidoso sargento da guarnição do vilarejo. Um dia chega no vilarejo o doutor Dulcamara, um loquaz e pitoresco charlatão que vende um elixir milagroso, uma poção mágica que resolve todos os males. Nemorino logo cai nessa (pois a bebida não passa de um simples vinho) e compra uma garrafinha, bebendo com a certeza que o fabuloso elixir fará com que Adina caia aos seus pés. Mas isso não ocorre, Adina aceita casar-se com Belcore, e um grande banquete é organizado. Nesse meio tempo, no vilarejo se espalha um boato que um tio rico de Nemorino faleceu e deixou a ele uma enorme herança. Logo todas as garotas do vilarejo dedicam mil atenções ao jovem, que acredita que tudo isso seja o efeito do mágico elixir. Também Adina se surpreende pelo que está acontecendo, mas ela não sabia nem da notícia da herança, nem da história do elixir. A verdade é que agora ela também está apaixonada por Nemorino. É nessa hora que acontece a ária Una Furtiva Lacrima, cantada por Nemorino, quando vê a amada chorar de ciúmes e se dá conta que ela o ama. No final, Adina, desfaz o acordo com Belcore, e confessa a Nemorino o seu amor.

Tive a oportunidade de ouvir o Pavarotti cantar Una Furtiva Lacrima num show que fez em Porto Alegre, em 1998, foi um momento inesquecível.

Da ópera só conhecia este trecho, quando em 2008 assiti no CIC em Florianópolis a ópera completa, com legendas em português. Roubaram a cena, além desta ária que é linda, as cenas muito cômicas em que aparecia o médico charlatão Dulcamara, e também a interpretação da soprano Carla Domingues no papel de Adina, que foi excelente (veja o blog dela http://carladomingues.blogspot.com/).

Una Furtiva Lacrima

Una furtiva lacrima negli occhi suoi spuntò
Uma furtiva lágrima nos seus olhos apareceu
Quelle festose giovani invidiar sembrò.
Pareceu invejar aquelas alegres jovens
Che più cercando io vò? Che più cercando io vo?
O que mais eu estou procurando? O que mais eu estou procurando?
M'ama! Sì, m'ama, lo vedo... lo vedo.
Me amas! Sim, me amas, eu vejo... eu vejo.
Un solo istante i palpiti del suo bel cor sentir!
Em um só instante sentir o palpitar do seu belo coração
I miei sospir, confondere per poco a suoi sospir,
Os meus suspiros, confundem-se aos poucos com seus suspiros,
I palpiti, i palpiti sentir ... confondore i miei coi suoi sospir!
O palpitar, o palpitar sentir ... confundir os meus com os seus suspiros!
Cielo! Si può morir!
Céus! se pode morrer!
Di più non chiedo, non chiedo.
Não peço mais nada, não peço.
Ah, cielo!Si può morir, si può morir d'amor.
Oh céus! Se pode morrer, se pode morrer de amor

domingo, 11 de julho de 2010

Baladas do Rock - Richie Sambora


Hoje, 11 de julho, o guitarrista do Bon Jovi está de aniversário, fazendo 51 anos. Por isso, seguindo a série de baladas do rock, vou deixar duas dele para homenageá-lo.
Os 2 álbuns solo do Richie Sambora, Stranger In This Town (1991) e Undiscovered Soul (1998), estão entre os meus álbuns favoritos de todos os tempos. Não são trabalhos que tenham ficado muito conhecidos, infelizmente, mas eu recomendo fortemente; para mim são obras de arte no verdadeiro sentido da palavra. Ambos têm a alma do artista, num rock com levadas de blues como é o seu estilo, com letras carregadas de sentimento. Para variar, um vocal impecável com seu timbre inconfundível, além das perfomances na guitarra que, é claro, são a sua marca registrada.
As duas baladas que deixo aqui são do Undiscovered Soul. Escolhi ambas pois são muito românticas, e queria dedicar ao meu marido (já que em junho - mês dos namorados-, estava com enjôos e não escrevi nada...)

In it for love

Life is a road forever winding where it leads us I dont´know
A vida é uma estrada que nos leva sempre, para onde eu não sei
in it together for better or worse searching for our pal of gold
estamos nessa juntos, para o melhor ou pior, procurando o nosso pote de ouro
Time leaves a trail of broken hearts
O tempo deixa uma trilha de corações partidos
so many arrows just keep missing their mark baby that ain't us
tantas flechas que não conseguem encontrar o alvo, mas isso não acontece com a gente
Nothing else matters when you're in it for love
Nada mais importa quando você está nessa por amor
together we can only go higher
juntos só iremos ir mais alto
you can reach any rainbow you're dreaming of
você pode alcançar qualquer arco-íris que com o qual esteja sonhando
nothing else matters at all when you're in it for love, baby
nada mais importa mesmo, quando você está nessa por amor
We'll share in the laughter share in the tears and the promises we keep
Compartilharemos gargalhadas, dividiremos lágrimas, e as promessas que mantivemos
life can be crazy love can be cruel but it's always been a two way street
a vida pode ser louca, o amor pode ser cruel, mas tem sido sempre uma via de duas mãos
You try and give it all you have to give
Você tenta, dá tudo o que tem que dar
so many people don't know how to forgive baby that ain't us
tantas pessoas não sabem perdoar, baby isso não ocorre com a gente
Nothing else matters when you're in it for love
Nada mais importa quando está nessa por amor
together we can only go higher
juntos só podemos ir mais alto
you can reach any rainbow you're dreaming of
você pode alcançar qualquer arco-íris com o qual esteja sonhando
nothing else matters at all when you're in it for love, baby
nada mais importa mesmo, quando vocêe está nessa por amor.



All that really matters

When I look at you I realize
Quando olho pra você, me dou conta
there comes a time in someone's life
chega um momento na vida de alguém
when you find things that matter
que você descobre as coisas que importam
and every time we touch the love runs deep
e cada vez que nos tocamos o amor corre profundo
we realize it's our to keep
nos damos conta que é nosso para guardar
and that's all that really matters.
e é tudo que realmente importa.
You'll always be my sweet addiction in this life my saving grace
Você sempre será meu doce vício, graça salvadora da minha vida
you're all that really matters you know it's true ain't no me without you.
você é o que realmente importa, você sabe que é verdade, eu não existe sem você
When you're in the dark baby don't despair
Quando você está no escuro baby não se desespere
I'm just a spark away I will be there
Estou bem pertinho, estarei aí
and that's all that matters.
e isso é o que realmente importa
You'll always be my sweet addiction in this life my saving grace
Você sempre será meu doce vício, a graça salvadora da minha vida
you're all that really matters you know it's true ain't no me without you.
você é tudo que realmente importa, você sabe qque é verdade, eu não existo sem você
We'll share our lives together yes our flame burns on forever
Nós dividiremos nossas vidas juntos, sim, nossa chama queimará para sempre
and at the final curtain call we can say we did it all.
e quando no final fechar as cortinas, poderemos dizer que fizemos tudo.



sábado, 5 de junho de 2010

Baladas do Rock: Blind Faith - Warrant


Continuando a série de posts sobre as baladas do rock, gostaria de registrar essa que é uma das minhas favoritas. Warrant é uma banda americana de glam metal, cujo hit mais conhecido internacionalmente é a balada Heaven. Embore adore esta última, a minha balada preferida deles ainda é Blind Faith, do álbum Cherry Pie (1990). Adoro a letra da música e também a interpretação (musicalidade) da banda no que diz respeito aos acordes de violão, solo de guitarra e vocais. É uma música muito romântica!

O Warrant ainda está na ativa, mas com o vocalista Robert Mason, após inúmeras idas e vindas do ex-vocalista e principal compositor da banda, Jani Lane, o qual tem estado lidando há anos com problemas relativos ao alcoolismo, o que é uma pena.

Blind Faith (Jani Lane) - Fé Cega

Darlin' I know you're sleepin' Querida eu sei que você está dormindo
But there's something I've just got to say Mas tem uma coisa que eu queria te dizer
Wonder if you'll hear me Imagino se consegue me ouvir
While you're dreamin' enquanto você está sonhando
You make a lifetime você faz toda uma existência
Out of every day por cada dia
Thanks to you now I know Graças a você agora eu sei
All my dreams can come Todos meus sonhos podem se tornar realidade
Blind Faith in you oh yeah Fé cega em você, sim
I got blind Faith in you oh yeah Eu tenho fé cega em você sim
Your eyes keep things well hidden Seus olhos mantém as coisas bem escondidas
Just a hint of what Apenas uma pista daquilo
You're holding inside que você guarda dentro de você
And the first day that I met you E o primeiro dia que te conheci
I consider that the first day of my life Considero o primeiro dia da minha vida
Thanks to you now I know Graças a você agora eu sei
All my dreams can come true Todos os meus sonhos podem se tornar realidade
Blind Faith in you, oh yeah Fé cega em você, sim
I've got blind faith in you Tenho fé cega em você
And I'm not sure I deserve E não tenho certeza se mereço
A women so true, but I love Uma mulher tão verdadeira, mas
That you think I do Amo que você pense que sim
With You and Faith, beside me Com Você e a Fé ao meu lado I'm feelin' stronger every day Fico mais forte a cada dia
Blind faith in you, oh yeah Fé cega em você, sim
I got blind faith in you Tenho fé cega em você
It's true oh yeah! É verdade, sim!
Blind faith in you Fé cega em você, sim
I got blind faith in you Tenho fé cega em você
And I'm not sure I deserve E não tenho certeza se mereço
A woman so true but I love Uma mulher tão verdadeira, mas
That you think I do. Amo que você pense que sim.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Baladas do Rock - Love of My Life

Love of my life é uma balada da banda Queen, que foi gravada em 1975, composta por Freddie Mercury, para uma namorada sua na época, Mary Austin. É uma das minhas músicas favoritas.

Eu escolhi este vídeo do Rock in Rio 1 (1985) pois para mim é uma das imagens mais lindas e impressionantes do rock. Eu tinha 7 anos na época, mas me lembro muito bem da empolgação, quando os meus pais assitiam o show pela TV. São cerca de 250 mil pessoas cantando junto com Freddie Mercury, é de arrepiar. Quem esteve lá com certeza deve ter uma lembrança inesquecível.

domingo, 25 de abril de 2010

Un Sospiro - delicadeza e virtuosismo de Liszt

Franz Liszt (22 de Outubro de 1811 – 31 de Julho de 1886) foi um compositor húngaro, pianista virtuoso e professor. Ficou conhecido por toda a Europa por suas grandes habilidades no piano, que adquiriu avançadas técnicas precocemente, dito por seus contemporâneos que teria sido talvez o melhor pianista de todos os tempos. Como compositor influenciou artistas como Richard Wagner, Hector Berlioz, Edvard Grieg entre outros.
Un sospiro (um suspiro, em italiano) é o terceiro do conjunto " Três Estudos de Concerto" de Lizst, algumas vezes referido como Estudo no. 39 (segundo a literatura, talvez não tenha sido Liszt que nomeou o estudo como Un Sospiro). Não sei quem então o fez, mas foi muito feliz na escolha. A melodia simples, quase impressionista, nos remete a alguma lembrança... àquele suspiro rápido que damos quando lembramos de algo bom, quando a nostalgia nos preenche.
Este estudo se dá com o cruzamento frequente das mãos, onde a simples melodia se alterna, e arpeggios.

Trata-se de uma peça bastante difícil de executar. Apesar da contagem de tempo aparentemente fácil (4/4), a melodia que está por baixo é difícil de desenvolver pela imensa quantidade de notas por estrofe, o que se torna mais difícil perto do clímax da composição, no final, quando as mãos têm que se cruzar múltiplas vezes.

A obra foi dedicada ao tio de Liszt, Eduard Liszt.


**obras de arte do artista inglês Marcus Stone**

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Baladas do Rock - I Remember You

No dia 16 de março deste ano tive a oportunidade de ver o roqueiro Sebastian Bach (ex-Skid Row) pela segunda vez em Porto Alegre (RS). É que ele e sua banda abriram os shows da turnê Chinese Democracy do Guns n´Roses na América do Sul. Na minha adolescência curtia muito estas bandas, principalmente o Skid Row; era apaixonada pelo Sebastian, hehehe...

Não vou falar aqui do Guns n´Roses, até porquê me decepcionei um pouco com eles (chegaram em Porto Alegre à meia-noite, sendo que o show estava marcado para às 21h...). Quero falar do Sebastian.

Em 1992, bem na época em que eu tinha 13 anos e era fanática pelo cara, eles fizeram um show em Porto Alegre, no auge do seu sucesso. Quem foi deve lembrar: próximo ao fim da apresentação, alguém jogou uma bomba no palco que quase atingiu o baterista, de modo que os músicos se retiraram antes de terminar o show, e sem fazer o bis, no qual tocariam 3 das mais conhecidas músicas da banda (I Remember You, In a darkened room e Youth Gone Wild). Eu fiquei tão triste e chorei tanto, que um rapaz que estava do meu lado e tinha as credenciais para entrar nos camarins, acabou me dando uma credencial. Obviamente, a minha mãe não deixou eu ir aos camarins, disse que eles estavam furiosos e " drogados". Parece bobagem, mas me lembro com muita nitidez deste dia.

Então, agora, depois de quase 20 anos, eu aqui com 31, pude ouvir estas músicas que tanto gostava, quem diria? A voz dele já não é mais a mesma, mas tudo bem. A presença de palco dele agora é infinitamente melhor, tanto que agitou o imenso público que estava lá para assistir outra banda.

Deixo aqui o vídeo de uma das baladas do Skid Row, que marcou época no final dos anos 80: I Remember You.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Baladas do Rock: Still Loving You

"Still Loving You" é uma intensa power ballad e a canção mais famosa da banda alemã Scorpions (que anunciou recentemente o fim de carreira na turnê do último album, que será lançado este ano). A canção de que falo pertence ao álbum Love at First Sting, de 1984. É conhecida no mundo inteiro, sendo um clássico do gênero. Foi composta pelo guitarrista da banda Rudolf Schenker, que caiu perfeitamente no timbre inesquecível e na interpretação perfeita do vocalista Klaus Meine (o qual compôs a letra). A música conta sobre o sofrimento de um homem arrependido que quer reconstruir a relação com a amada, e num crescendo, culmina com a declaração : "I´m still loving you" (eu ainda estou te amando).

Uma outra interpretação para a letra seria de que a mesma representa uma metáfora para a ainda dividida Alemanha (Oriental e Ocidental) daquela época (a queda do muro de Berlim foi em 1989). A letra diz: " seu orgulho construiu um muro tão forte que não consigo atravessá-lo, será que não há chance de recomeçar?" " apenas o amor pode derrubar estes muros um dia" e " sim, feri seu orgulho e sei pelo que passou, você deve me dar uma chance, isto não pode ser o fim, ainda estou te amando"... parecem ser claras referências ao muro de Berlim e o desespero que muitos alemães sentiam sobre a divisão da sua terra natal. Gostei desta idéia também.

Em 2000, a banda fez uma gravação da música com a Orquestra Filarmônica de Berlim (para o álbum Moment of Glory) e uma versão acústica para o álbum Acoustica em 2001. São versões ótimas, mas prefiro a original, com suas guitarras poderosas.


Time, it needs time, to win back your love again, I will be there, I will be there Love, only love, can bring back your love someday I will be there, I will be there
I'll fight, babe, I'll fight, to win back your love again I will be there, I will be there
Love, only love, can break down the wall someday I will be there, I will be there
If we'd go again all the way from the start
I would try to change the things that killed our love
Your pride has built a wall so strong that I can't get through
Is there really no chance to start once again, I'm loving you
Try, baby try, to trust in my love again I will be there, I will be there
Love, our love, just shouldn't be thrown away I will be there, I will be there
If we'd go again all the way from the start
I would try to change the things that killed our love
Yes, I've hurt your pride, and I know what you've been through
You should give me a chance, this can't be the end
I'm still loving you (3x)I need your love I'm still loving you (I'm still loving you baby)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Show de Beyoncé em Florianópolis: uma diva

Ontem, dia 04 de fevereiro de 2010, eu e mais cerca de 25 mil pessoas assistimos ao 1o. show no Brasil da cantora americana Beyoncé. Ignorando o fato da ilha não ter infra-estrutura para este tipo de evento (devido ao sistema viário), o show foi espetacular.
Ocorreu no Parque Planeta, onde são realizadas as edições anuais do festival de música Planeta Atlântida. Também não achei um bom local, pois muita gente ficou longe do palco; o ideal seria mesmo um estádio, mas as agendas dos mesmos estão lotadas com os campeonatos estaduais de futebol. Eu fiquei na pista VIP, que era mais próxima ao palco, então pude vê-la mais de perto.

Comecei a conhecer o trabalho dela na época do CD Dangerously in Love (2003), porém tinha um pouco de resistência a escutar o seu trabalho, pois gostava muito de Mariah Carey e parecia que a nova cantora estava ocupando seu lugar. Mas assiti o videoclipe de Baby Boy e me impressionei muito. Achei a música muito sensual, e o jeito que ela dançava, espetacular. A canção utilizava perfeitamente a sensualidade sem ser vulgar. Quando eu escutava a música só pensava em dançar como ela, em deixar a sensualidade aflorar- um poder que muitas mulheres têm e nem sabem. Na época pensei : meu deus, esta moça vai longe, o sucesso dela será muito maior do que é agora. E dito e feito. A mulher é uma DIVA. Além de linda, é muito talentosa, tem um vozeirão e muita sensualidade ao dançar, além do seu carisma. Nasceu para isso. No telão, durante o show, apareciam imagens dela quando criança, mostrando que já gostava de cantar e dançar. Fico feliz que este talento que ela já apresentava pôde ser desenvolvido; com certeza devem ter havido pessoas que acreditaram no seu potencial e lhe ajudaram, trilhando o caminho desta conquista. Falo disto (talentos) em um post antigo meu: http://moradadevenus.blogspot.com/2009/07/um-presente-de-deus.html . Fico sempre imaginando quantas pessoas poderiam chegar à perfeição que ela conquistou, mas não tiveram estímulos ou fizeram escolhas erradas.

Bom, os últimos sucessos dela não trazem apenas esta conotação sensual como no primeiro CD, mas também letras que traduzem e acolhem os sentimentos femininos, principalmente em relação aos relacionamentos afetivos, levantando auto-estima das mulheres. A letra de Irreplaceable fala de uma mulher que coloca o namorado para fora de casa após uma traição, deixando o rapaz literalmente "com uma mão na frente e outra atrás", pois tudo o que ele possuía foi ela que comprou (e não é que vemos isso por aí: a mulherada bancando os homens?...). Já na letra de If I were a boy, a cantora se coloca no lugar dos homens para mostrar como se comportam em relação às suas esposas ou namoradas: se uma amiga de trabalho "dá em cima" dele e ele" dá trela", é a namorada que é ciumenta; se vai a um happy hour com os amigos, não avisa e ainda desliga o celular; faz tudo do jeito dele pois é muito autoconfiante e sabe que ela vai ser fiel. Não é à toa que Beyoncé tem uma legião de fãs que vai desde adolescentes, principalmente, mas também mulheres mais velhas. Em Single Ladies, ela convida as solteiras à dançar e esnobar seus ex-pretendentes: " se você está gostando, então deveria ter posto um anel aqui (no meu dedo)".

Trechinho de Halo em Floripa pelo YouTube.
O show terminou com a belíssima Halo, num momento muito emocionante em que Beyoncé faz uma homenagem a Michael Jackson. A letra desta música é linda, fala de uma pessoa que está amando de verdade, sem amarras, pois consegue ver e sentir a aura (halo) daquele que ama. E não é assim, quando amamos alguém, seja nosso marido, seja Deus, pai, mãe, irmão, amigo, um ídolo que seja? Parece que por amá-los conseguimos nos conectar com a sua essência, enxergando esta pessoa com as suas qualidades e seus efeitos. Mas isso também depende de estarmos abertos para enxergar esta aura (ou auréola), a luz desta pessoa que nos conforta, mas que também nos deixa vulnerável pois a podemos perder. E neste clima ela agredece a Michael o que ele fez pela música pop. Foi muito tocante.
Gostaria de deixar a letra de Halo traduzida:
Remember those walls I built?
Lembra-se daquelas paredes que ergui?
Well baby they´re tumbling down
Bem amor ela estão desmoronando
And they didn´t even put up a fight
Elas nem resistiram à queda
They didn´t even make a sound
Elas nem fizeram barulho
I found a way to let you in
Eu encontrei um modo de deixar você entrar
But I´ve never really had a doubt
Mas eu na verdade nunca tive dúvida
Standing in the light of your halo
Em frente à luz da sua auréola
I got my angel now
Eu agora tenho o meu anjo

It´s like I´ve been awakened
É como se eu tivesse sido despertada
Every rule I had you breaking
Cada regra você quebrou
It´s the risk that I´m taking
É o risco que estou correndo
I´m never gonna shut you out
Eu nunca vou te deixar de lado
Everywhere i´m looking now, I´m surrounded by your embrace
Todo o lugar que olho agora, estou rodeada pelo seu abraço
Baby I can see your Halo, you know you´re my saving grace
Amor posso ver a sua auréola, você sabe que é a minha graça salvadora
You´re everything I need and more, it´s written all over your face
Você é tudo que preciso e mais, está escrito por todo o seu rosto
Baby I can feel your Halo, pray it won´t fade away
amor posso sentir a sua auréola, rezo para que não desapareça.
Can see your Halo (4x)
Hit me like a ray of sun
Me atingiu como um raio de sol
Burning through my darkest night
Queimando através da minha noite mais escura
You´re the only one that I want
Você é o único que eu desejo
Think I´m addicted to your light
Penso que estou viciada na sua luz
I swore I´d never fall again
Jurei que não me apaixonaria (cair em amor) de novo
But this don´t even feel like falling
Mas isso nem parece uma queda
Gravity can´t forget
A gravidade não pode esquecer
To put me back to the ground again
De colocar-me no chão novamente

domingo, 24 de janeiro de 2010

Baladas do rock

Gostaria de iniciar uma nova série de postagens aqui no blog. Tenho feito muitas postagens de músicas românticas no estilo da música clássica e ópera, mas há outro estilo bem difirerente, do qual também gosto muito. São as baladas das bandas de rock dos anos 80 (ou melhor, hard rock), conhecidas nos EUA como "power ballads". Estas músicas todas me trazem grande nostalgia, me lembram do meu início de adolescência, na época que ainda existiam reuniões dançantes... A maioria das letras são "dor de cotovelo" mesmo, falam da paixão entre jovens, amores proibidos, de promessas de amor, mas acompanhadas de vocais poderosos, solos de guitarra ou teclado, e levadas emocionantes da bateria. As bandas de hard rock da década de 80 vinham trazer um culto ao amor livre, às festas, ao carpe diem, à adrenalina. Nos shows de rock, quando uma balada dessas começava, todos acendiam seus isqueiros, atitude que ocorre até hoje.

Mas no início da década de 90, com a chegada do Grunge em clima totalmente oposto, depressivo, foi um balde de água fria para o glam das bandas de hard rock. Porém, fui sempre fiel ao estilo, e fico feliz de ver hoje adolescentes entrando em contato com ele, como se agora ele estivesse virando um clássico.

O vídeo que postei é de uma das minhas músicas (e vídeo) e bandas favoritas de todos os tempos, e acho que ela pode traduzir perfeitamente esta categoria de baladas do rock. É I´ll be there for you, do Bon Jovi, que pertence ao álbum New Jersey, lançado em 1989. Deixo a letra abaixo:

I guess this time you're really leaving I heard your suitcase say goodbye

Well as my broken heart lies bleeding you say true love is suicide

You say you've cried a thousand rivers and now you're swimming for the shore

You left me drowning in my tears and you won't save me anymore

I'm praying to God you'll give me one more chance girl

I'll be there for you, these five words I swear to you

When you breathe, I wanna be the air for you I'll be there for you

I'd live and I'd die for you I'd steal the sun from the sky for you

Words can't say what love can do I'll be there for you

I know you know we've had some good times now they have their own hiding place

Well I can promise you tomorrow but I can't buy back yesterday

And baby you know my hands are dirty but I wanted to be your valentine

I'll be the water when you get thirsty baby when you get drunk, I'll be the wine ...

I wasn't there when you were happy and I wasn't there when you were down

Didn't mean to miss your birthday baby I wish I'd seen you blow those candles out

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Sonata ao Luar em Minha Amada Imortal

Minha Amada Imortal é outro filme que está entre os meus favoritos. Mas também sou suspeita para falar, pois o filme apresenta dois de meus ídolos: (1) o compositor Ludwig Van Beethoven e (2) o espetacular ator Gary Oldman.


O filme é baseado em uma carta que Beethoven escreveu para uma certa " amda imortal", provavelmente datada de julho de 1812, endereçada a uma mulher desconhecida com quem ele teria, na semana anterior, um encontro em Praga ou Viena. Os detalhes da carta indicam um provável relacionamento de longa data, no qual ele explica os prováveis impedimentos para um futuro casamento. O filme desenrola-se na busca desta mulher, tendo em vista que Beethoven teve vários relacionamentos, permanecendo a dúvida entre 3 pretendentes. O final do filme é muito supreendente e também muito triste.



A cena que postei mostra quando se descobre que Beethoven estava surdo. Sua amiga Giulietta, que é uma de suas pretendentes, insiste ao pai que lhe dê um piano, para que possa provar que ele ainda toca (tendo em vista que passara por momentos de " baixa" nas suas apresentaçoes). Eles entregam o piano e fingem que não há ninguém em casa, para que Beethoven fique mais à vontade. É aí que observam por uma janelinha na porta que ele, para tocar, necessita deitar a sua face sobre a tampa do piano de cauda, quando começa a executar a sonata ao luar, para melhorar a captação das ondas sonoras. Quando descobre que foi enganado, fica furioso, sai xingando todos, mas a surdez o impede de ouvir os pedidos de desculpas de Giulietta. A interpretação de Oldman neste momento é para mim muito tocante.


A Sonata Op. 27 n. 2 conhecida como Sonata ao Luar foi muito tocada na época de Beethoven, que chegou a dizer que já tinha feito músicas melhores, pode? Ela serviu de tema para inúmeros filmes e romances, e só recebeu o apelido famoso muitos anos depois da morte de Beethoven. Foi o crítico Rellstab que comparou a música a um luar no lago Lucerna (lindíssimo lago suíço). A comparação "pegou" e chegou até nós até os dias de hoje.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Boemia

Boemia é a prática de um estilo de vida não-convencional, geralmente vivido por pessoas envolvidas com objetivos ligados à música, arte ou literatura. Muitos boêmios foram e são artistas, ou aventureiros, que viviam de forma alegre geralmente à noite.
É um fenômeno social e literário que aconteceu em diversos pontos do planeta e em diferentes épocas. Aparentemente, o termo boêmio surgiu no meio literário francês no século XVII, para caracterizar estrangeiros, ciganos, que tinham um estilo de vida às margens da sociedade da época, que se pensava virem da Boêmia (região da República Tcheca), usado de forma pejorativa. Mas foi no auge do romantismo francês do século XIX que o termo se popularizou, através de escritores como Balzac, e pela coleção de estórias de Henri Murger, Cenas da Vida Boêmia, publicada em 1845, escrita para glorificar e legitimizar a Boemia. Algumas óperas famosas que buscavam retratar a realidade social da época utilizaram esta temática, como Carmen de Bizet e La Bohème de Puccini, esta última com libreto inspirado nestes contos de Henry Murger. O termo irradiou-se pelos bairros franceses do Quartier Latin, Montmartre e Montparnasse, bairros conhecidos por abrigar estudantes, filósofos, escritores, artistas, sonhadores que se reuniam nos seus cafés para trocar as suas idéias, vivendo de forma livre e excêntrica, procurando romper, através da arte, com as forças mercadológicas que estavam surgindo com a ascensão da burguesia. Foi um momento rico, artística e emocionalmente, levantado por estes excêntricos que acreditavam em um mundo mais simples e mais belo. Dentre eles podemos citar os pintores Amedeo Modigliani, Henry de Toulouse-Latrec, Edgar Degas, Van Gogh, Pablo Picasso e os escritores Jean Paul Sartre, Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald. No Brasil, também tivemos uma boemia ativa como movimento no Rio de Janeiro do século XIX, representada pelos escritores Aluísio de Azevedo, Olavo Bilac e Coelho Neto, por exemplo. Enfim, o termo boêmio descreve uma pessoa, não importa a sua procedência, que viva da arte de uma forma não convencional, muitas vezes abrindo mão de recursos financeiro. Nos dias de hoje o termo perdeu o seu sentido original daquele que busca uma ruptura com o sistema através da arte, para caracterizar aquela pessoa que só vive nos bares, que não faz nada de produtivo, aqueles que chamamos de vagabundos. É uma pena esta distorção. De qualquer maneira, tenho certeza de que muitas pessoas gostariam de poder se dedicar à sua arte, seja música, literatura, pintura, mas acabam abrindo mão destes sonhos pelas exigências da sociedade capitalista.

Deixo o vídeo da música La Bohème, de Charles Aznavour, que traduz todo o sentimento saudosista da boemia do Montmartre, além de linda imagens deste bairro. Coloquei a letra e a tradução. O assunto continua no próximo post.


As obras de arte neste post são (1) O Moinho da Galette - Pierre Auguste Renoir; (2) No Moulin Rouge - Henri de Toulous-Latrec e (3) Mulher Bonita - amedeo Modigliani.

Je vous parle d'un temps que les moins de vingt ans ne peuvent pas connaître
Montmartre en ce temps-là accrochait ses lilas jusque sous nos fenêtres
Et si l'humble garni qui nous servait de nid ne payait pas de mine
C'est là qu'on s'est connu moi qui criait famine et toi qui posais nue
La bohème, la bohème, ça voulait dire on est heureux
La bohème, la bohème nous ne mangions qu'un jour sur deux
Dans les cafés voisins nous étions quelques-uns qui attendions la gloire
Et bien que miséreux avec le ventre creux nous ne cessions d'y croire
Et quand quelque bistro contre un bon repas chaud nous prenait une toile
Nous récitions des vers groupés autour du poêle en oubliant l'hiver
La bohème, la bohème ça voulait dire tu es jolie
La bohème, la bohème et nous avions tous du génie
Souvent il m'arrivait devant mon chevalet de passer des nuits blanches
Retouchant le dessin de la ligne d'un sein du galbe d'une hanche
Et ce n'est qu'au matin qu'on s'assayait enfin devant un café-crème
Epuisés mais ravis, fallait-il que l'on s'aime et qu'on aime la vie
La bohème, la bohème, ça voulait dire on a vingt ans
La bohème, la bohème, et nous vivions de l'air du temps
Quand au hasard des jours je m'en vais faire un tour a mon anciènne adresse
Je ne reconnais plus ni les murs, ni les rues, qui ont vu ma jeunesse
En haut d'un escalier je cherche l'atelier dont plus rien ne subsiste
Dans son nouveau décor Montmartre semble triste et les lilas sont morts
Eu te falo de um tempo que os menores de 20 anos não podem conhecer
Montmartre naquele tempo pendurava seus lilases logo abaixo das nossas janelas
E se esta ocupação humilde que nos serviu de ninho não pagava a mina (?)
Foi lá que nos conhecemos, eu que gritava faminto e você que posava nua
A boemia, a boemia, queria dizer nós somos felizes
A boemia, a boemia, só comemos 1 dia a cada 2
Nos cafés vizinhos nós éramos alguns
que esperávamos a glória
E bem miseráváveis com os estômago oco não paramos de acreditar
E quando algum bistrô, contra uma boa refeição quente, nos trazia uma tela
Nós recitávamos versos ao redor do aquecedor esquecendo que era inverno
A boemia, a boemia, isso quer dizer, você é bela
A boemia, a boemia, e nós todos éramos geniaisFrequentemente me acontecia diante do meu cavalete de passar noites em claro
Retocando o desenho da linha de um seio da curva de um quadril
E não é que pela manhã quando nos sentávamos enfim diante de um café-creme
Exaustos mas felizes, era preciso que nos amássemos e que amássemos a vidaA boemia, a boemia, isso quer dizer, nós temos 20 anos
A boemia, a boemia e nós vivíamos do ar do tempoQuando ao acaso dos dias fui fazer um passeio ao meu antigo endereço
Não reconheci mais nem os muros nem as ruas que viram a minha juventude
E do alto de uma escadaria eu procuro o atelier do qual não existe mais nada
Na sua nova decoração Montmartre parece triste e os lilases morreram

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

200 anos do nascimento de Frédéric Chopin em 2010


Estudei piano por 10 anos na minha infância, ainda toco hoje - embora não como antes-, mas tenho um sentimento muito especial por este instrumento magnífico. O compositor que mais gostava de estudar era Chopin, por isso, gostaria de fazer uma humilde homenagem com um post sobre ele, agora que fará 200 anos do seu nascimento. Durante todo ano de 2010 colocarei obras suas nos meus posts.
Frédéric Chopin (1810-1849) foi um compositor polonês do período romântico (talvez o ícone desta fase), um gênio, sendo considerado um dos maiores compositores para piano de todos os tempos. Era filho de mãe polonesa e pai francês. Em uma escola que frequentou em Varsóvia já impressionava os professores por sua habilidade para fazer retratos e escrever cartas. Mas o dom era mesmo para música, tendo aos 7 anos já composto duas " polonesas" e sendo considerado um segundo Mozart naquela cidade. Aos 20 anos já dava concertos em Viena e no leste europeu, mudando-se posteriormente para Paris, onde fez carreira como intérprete, professor e compositor . Lá teve contato com personalidades artísticas da época, como o pintor Eugène Delacroix (que fez retratos seus), o compositor Franz Liszt (que terminou de compor um de seus noturnos após a sua morte), fez amizade com outros compositores renomados como Berlioz, Mendelssohn, Bellini e Schumman (este último o considerava um gênio). Teve uma relação amorosa turbulenta com a escritora francesa George Sand, através da qual conheceu a maioria destas " celebridades". Morreu aos 39 anos aparentemente vítima da tuberculose, assim como muitos outros românticos famosos (embora haja suspeitas de que fosse portador de fibrose cística, já que nunca teve boa saúde). Antes do seu funeral foi retirado o seu coração (a pedido dele), o qual a sua irmã levou, dentro de uma urna de cristal selada, banhada em cognac, para Varsóvia. Esta caixa permanece selada em um pilar da Igreja da Santa Cruz, com os dizeres " onde o seu tesouro está, está também seu coração", o qual foi poupado pelos nazistas durante a 2a. guerra. O funeral foi na Igreja de la Madeleine em Paris, com a presença de 3000 pessoas e ao som, entre outras, da " Marcha Fúnebre", por ele composta. Está enterrado no cemitério Père Lachaise em Paris.
Estudar Chopin hoje é imprescindível para todo o estudante de piano, não só pela dificuldade técnica, mas principalmente pela profundidade expressiva que as obras exigem, deve haver um mergulho na musicalidade. A sua influência na música erudita é indiscutível e pode ser observada em vários compositores, como Schumman e Liszt. Ele inovou em formas musicais exclusivas para a época, como as baladas, as sonatas para piano, noturno, improvisos e prelúdios, além de incorporar em alguns trabalhos os sentimento nacionalista eslavo, em suas mazurkas e polonesas. Muitas obras são internacionalmente conhecidas, como é o caso da Valsa Brilhante (do desenho do Tom e Jerry), da balada no. 1 op. 23 (que foi trilha do filme O Pianista), da própria Marcha Fúnebre, da Fantasia-Impromptu e da primeira parte do Estudo op. 10 no. 3 (que foi trilha da minissérie Riacho Doce) . Este último, o qual estou deixando aqui, foi feito em homenagem ao amor do compositor pela ópera e pela sua terra natal, a Polônia. Ele próprio considerou esta a sua obra mais intimista, tendo uma vez escrito que nunca mais na sua vida conseguiria fazer uma melodia tão bela. Esta obra é conhecida como Tristesse (tristeza em francês).
Sem dúvida a música de Chopin é de linguagem universal, fala direto ao coração das pessoas. Ele é definitivamente o poeta do piano.
Você pode aprender mais sobre Chopin neste site: http://www.ourchopin.com/
As figuras correspodenm a: (1) Chopin tocando no salão do príncipe Radziwill - H.Siemiradzki; (2) Retrato de Frédéric Chopin - Eugéne Delacroix; (3) George Sand ouvindo Chopin ao piano - Adolf Karpellus; (4) Chopin no leito de morte.
Os vídeos correspondem às seguintes obras: Estudo no.3 opus 10 ("Tristesse") e Valsa do Minuto.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Song to the Moon

Como já havia falado em outro post, estou fazendo aulas de canto lírico, de forma que ando absorvida em ouvir performances no youtube. Sempre gostei de música clássica, pois estudei piano por 10 anos, mas também curto outros tipos de som até como hard rock e heavy metal, por incrível que pareça. Mas enfim ... estou muito envolvida em ouvir canto lírico, o que provavelmente se refletirá sobre os meus posts no momento.
Hoje quero falar um pouco de uma ária maravilhosa, Song to the Moon, do compositor tcheco Antonin Dvorak (1841-1904) em sua ópera Rusalka. O vídeo que postei é desta obra interpretada pela bela soprano estonesa Kristine Opolais, não deixe de escutar, e observe que reações a música provoca em você. Para mim é um genialidade, coisa dos deuses, não tenho palavras para descrever a emoção que tenho com tamanha perfeição.


Num momento em que o estilo verismo/realismo estava em voga no mundo da ópera, Dvorak trouxe o mundo das lendas para esta sua penúltima ópera. Smetana foi um dos primeiro compositores a incluir para do folclore e da cultura da Tchecoslováquia na sua música, e assim seguiu também Dvorak, compondo as Danças Eslavônicas. A ópera Rusalka representa este movimento nacionalista combinando costumes e danças populares daquele país (hoje República Tcheca), assim como uma preocupação direcionada aos aspectos místicos da natureza. A Natureza representa o estado de paz e plenitude da consciência humana, e as pessoas estiveram em busca de músicas que traduzissem este sentimento. Dvorak usou a natureza como tema nesta ópera, com melodias ornamentais inspiradas no compositor alemão Wagner.
A importância da orquestração é feita aparente nesta ária que postei, por evocar dramaticamente a noite. A profundidade harmônica do acompanhamento é bela não apenas na sua maestria lírica, mas também por identificar tão bem a cena como a de uma floresta mística. Seus tons enfeitiçados descrevem perfeitamente o luar na floresta, o que cria absoluto silêncio e calma nos espectadores.
O libretto (texto da ópera), escrito por Jaroslav Kvapil, combina elementos de 3 contos de fadas, um deles o famoso "A Pequena Sereia" de Hans Christian Anderson. A letra também traz o uso nacionalista de estórias da mitologia da Boêmia e descrições únicas da natureza que ficam caracterizadas no decorrer da peça. Jaroslav Kvapil, o escritor, manteve as tendências artísticas mais modernas na época, com seu estilo inclinado ao impressionismo (o que me parece também fez Dvorak).
No início da ária, Dvorak usa amplamente acordes arpegiados para convidar os espectadores no mundo de conto de fadas de Rusalka. O bondoso Espírito do Lago, Jezibab, está admirando o canto das ninfas do bosque quando sua filha, uma sereia chamada Rusalka, aproxima-se triste. Ela diz que se apaixonou por um lindo príncipe e quer se tornar humana para concretizar esta união. Profundamente triste, o Espírito do Lago consente o seu pedido, e parte. Então sozinha ela canta esta bela ária, confidenciando com a Lua os segredos do seu sofrimento.
Ela diz (tradução):
Oh lua alta no céu profundo,
sua luz avista regiões distantes,
você viaja pelo vasto, vasto mundo examinando os lares;
Oh lua, pare por um momento,
diga-me, oh diga-me, onde está o meu amado?
Diga-lhe, oh lua de prata no céu,
Que o abraço fortemente,
Que ele deve, pelo menos por um momento,
lembrar destes sonhos!
Ilumine esse local distante
diga-lhe, ah diga-lhe, quem o espera aqui,
Se ele comigo estiver a sonhar,
que esta memória o faça acordar!
Oh lua, não desapareça, não desapareça!


Antes de conhecer a letra já havia me emocinado com a música em si, e tive mesmo a sensação de estar no meio de uma natureza muito selvagem e protegida da ação humana, como numa cachoeira longínqua cheia de bruma e borboletas. Foi incrível descobrir depois que era exatamente isto que Dvorak queria transmitir. A atuação desta soprano também achei incrível, um timbre de voz muito único e um interpretação tocante. Além da beleza física que a faz vestir perfeitamente o papel da sereia Rusalka.
Quem sabe um dia eu chego lá...
Figuras do post (1) A Mermaid - Joh William Waterhouse; (2) Praga - República Tcheca; (3)Ilustração de " A Pequena Sereia" e (4) The Prince and thee Mermaid - Jim Wareen.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O céu em um quarto...

Eu adoro esta música " Le ciel dans une chambre", cantada pela primeira-dama da França, a italiana Carla Bruni. A letra é muito romântica, a voz dela, muito lânguida e sensual, e a música em si passa a idéia de um amor calmo, de realização total, de felicidade plena, de Paraíso ...
Possui uma parte cantada em francês e outra em italiano, estou colocando a tradução abaixo.



Quand tu es près de moi, cette chambre n´a plus de parois,
mais des arbres oui, des arbres infinis et quand tu es tellement près de moi,
c´est comme si ce plafond-là, il n´existait plus
je vois le ciel penché sur nous, qui restons ainsi,
abandonnés tout comme si il n´y avait plus rien, non plus rien d´autre au monde et
j´entends l´harmonica, mais on dirait un orgue que chante pour toi et pour moi,
là-haut dans le ciel infini, et pour toi et pour moi...


Quando sei qui con me, questa stanza non a più pareti,
ma alberi, alberi infiniti e sei tu, sei vicino a me,
questo soffitto, viola, no non esiste più,
e vedo il cielo soppra noi, che restiamo qui,
abbandonati come se non ci fosse più, niente più niente al mondo e
suona l´armonica, mi sembra un organo che canta per te e per me
su nell´immensità del cielo, per te e per me.


Tradução para o português (fiz um mix das idéias entre a tradução do francês e do italiano):
Quando você está comigo, é como se este quarto não tivesse paredes,
mas árvores, árvores infinitas, e quando você está assim tão perto de mim,
é como se este teto não existisse,
e vejo o céu sobre nós, que ficamos assim,
abandonados como se não houvesse mais nada, mais nada no mundo e
escuto uma harmônica, mas parece um órgão que canta para mim e para ti.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Canções Napolitanas - Torna a Surriento

Diz a lenda que a canção napolitana, canção popular da região de Nápoles (Itália), surgiu ainda na Grécia antiga. Quando o grego Enéas navegava pela região, ficou maravilhado pela calma e beleza da região do golfo de Nápoles, decidindo fundar uma nova pólis, Partênope (que em grego significava " olhar a virgem"), isto ainda 3 séculos antes do surgimento da Roma Antiga. Outra lenda diz que Partênope seria o nome de uma bela sereia que fugiu da Grécia para o golfo de Nápoles para viver um amor proibido, e lá passou a proferir o seu canto de felicidade, dando origem à canção napolitana. Com o passar dos séculos e dos povos que lá foram habitando, a cidade foi mudando de nome, de Palépolis (séculoII aC) a Neápolis (século V dC), que depois virou Nápoles.
Bom , saindo da lenda e indo para a história, tem-se registro da canção popular de Nápoles desde o século XIII, quando começaram, com o passar dos séculos, a surgir as serenatas, as matinatas, as rapsódias, os trovadores, sempre unindo a poesia com a música cantada, com temas que ressaltavam o amor e a terra onde habitavam. O século XVI foi muito produtivo para a canção napolitana, quando surgiram as villanella, canções que eram escritas para serem apresentadas nas côrtes. Muito desta música depois tomaria outro rumo, originando o melodramma que seria a raiz da ópera lírica. Após esta perda de popularidade, a canção ressurge com força no século XIX, graças a compositores como Salvatore di Giacomo, Libero Bovio, E.A. Mario, e ao festival de música de Piedigrotta, onde suas canções eram apresentadas. Este estival foi muito famoso na sua época, sendo análogo e, nos dias de hoje, substituído pelo famoso festival de San Remo. A música que marcou a história formal da canção napolitana no século XIX foi Te voglio bbene assaje , atribuída ao compositor Gaetano Donizettti.
As canções napolitanas foram muito difundidas na nossa época graças a grandes intérpretes, como Luciano Pavarotti; Funiculi Funiculà, Sole Mio, Core n´grato, Santa Lucia Luntana estão entre as mais conhecidas. Porém, a sua tradição infelizmente está se perdendo. Isso porquê é necessário que a canção seja em dialeto napolitano, enquanto que a maioria dos músicos desta região atualmente preferem compor em italiano gramatical, para que tenham melhor repercussão no seu país e no estrangeiro.
Estou fazendo aulas de canto e estou adorando estudar estas canções, que são cheias de emotividade, drama, paixão ... conseguem tocar a fundo no nosso sentimento.
Deixei um vídeo da canção Torna a Surriento (composta em 1902 por de Curtis), na voz de Claudio Villa, com imagens de Sorrento, cidade da região do golfo de Nápoles, e abaixo a letra em dialeto napolitano com a tradução em português. Por favor ignore as legendas em inglês no vídeo, elas estão incorretas.


Vide o mare quant'è bello, spira tantu sentimento,
Comme tu a chi tiene mente, ca scetate 'o faie sunnà.
Guarda gua' chistu ciardino, siente sie' sti sciure arance;
Nu prufumo accussi fino, dinto 'o core se na va...
E tu dice: "Io parto, addio!" T'alluntane da stu core...
Da la terra de l'ammore... Tiene 'o core 'e nun turnà?
Ma nun me lassà, nun darme stu turmiento! Torna a Surriento, famme campà!
Vide 'o mare de Surriento, che tesoro tene 'nfunno
Chi ha girato tutto 'o mundo, nun l' ha visto comm' accà
Guarda attuorno sti serene, ca te guardano 'ncantate,
E te vonno tantu bene... Te vulessero vasà...

Veja o mar como é belo, inspira tanto sentimento,
como você, quem tem em mente, que acordada faz sonhar.
Olha só esses jardins, sinta essas flores de laranjeira,
um perfume assim delicado, toca fundo o coração.
E você diz: "Eu parto, adeus!" Se afasta deste coração.
Para a terra do amor, tem coragem de não voltar?
Mas não me deixe, não me dê este tormento! Volte a Sorrento, deixe-me viver!
Olhe o mar de Sorrento, quantos tesouros tem no fundo.
Quem girou por todo o mundo, nunca viu como os daqui!
Olhe em volta estas sereias, que te olham encantadas,
e te querem tanto bem, queriam te beijar.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Em algum lugar do passado

Somewhere in Time (Em algum lugar do passado) é um filme de 1980, com a direção de Jeannot Szwarc, que retrata a vida de um jovem que retorna ao passado para resgatar uma mulher que, no presente, diz ser o seu grande amor.
Esta bela história de amor e viagem no tempo foi um grande sucesso no Brasil desde seu lançamento, mas curiosamente não fez tanto sucesso nos Estados Unidos. Apesar da fraca bilheteria e críticas desfavoráveis, ele conquistou uma legião de fãs quando foi lançado em vídeo e na TV, e hoje é considerado um clássico, tanto lá quanto aqui.
O filme
O jovem autor teatral Richard Collier (Christopher Reeve), durante a estréia de sua primeira peça na faculdade, recebe de uma velha senhora um relógio, e ela lhe diz: “Volte para mim”. Alguns anos depois, ao sair sem rumo, ele decide hospedar-se no Grand Hotel em Nevada, e fica fascinado ao ver a foto de uma linda mulher na galeria do hotel. Ele descobre que ela é Elise MacKenna (Jane Seymour), atriz famosa que hospedou-se no hotel e lá encenou uma peça em 1912.
Richard fica mais intrigado ainda quando, ao pesquisar na biblioteca da cidade, descobre que ela é a senhora que havia lhe dado o relógio, e que havia morrido mais tarde naquela noite; que Elise era uma jovem cheia de vida e que isso mudou após sua apresentação no hotel, tornando-se reclusa e solitária.
Ele decide então usar as técnicas de auto-hipnotismo e fazer uma viagem de volta a 1912, para encontrá-la. Após muito esforço, ele é bem-sucedido e consegue encontrá-la. Ao vê-lo, Elise pergunta: ‘É você?”, ao que ele responde “Sim”.
Porém, William Robinson (Christopher Plummer), o empresário de Elise, teme que Richard a influencie negativamente e que ela deixe de atuar, e tenta afastá-lo dela. Mas Richard consegue convencer Elise a passear com ele, e aos poucos eles vão se aproximando. Durante a peça, ela improvisa um monólogo dirigido a Richard, na platéia. Isso enfurece Robinson, que faz uma armadilha para espancar e amordaçar Richard nos estábulos do hotel.
No dia seguinte ele consegue escapar e volta ao hotel, onde descobre que a companhia teatral já havia partido. Mas Elise volta e o encontra, e os dois passam sua primeira e única noite juntos. Após pedir Elise em casamento, numa brincadeira ele encontra uma moeda de 1969 no bolso e volta abruptamente ao presente.
Richard tenta em vão voltar a 1912, e vaga pelo hotel por algum tempo, até trancar-se no quarto, onde é encontrado em estado catatônico por Arthur, funcionário do hotel. Quando o médico chega, Richard vê a si mesmo pairando acima de seu corpo, e segue até a luz da janela, onde encontra Elise, que lhe estende a mão.
O relógio paradoxal
Se Richard recebeu o relógio de Elise em 1972, voltou a 1912 e o deu a ela, de onde veio o objeto? Esse paradoxo nunca é explicado.

Christopher Reeve, ator americano muito carismático e (muito lindo por sinal), faleceu em outubro de 2004. Seu papel mais famoso foi como o Super-Homem, numa série de quatro filmes. Após sofrer um acidente que o deixou tetraplégico, passou a liderar uma campanha pela legalização de pesquisas com células-tronco.

A linda trilha sonora é na sua maior parte de autoria de John Barry, mas a música que aparece neste vídeo, que também faz parte da trilha, é a deslumbrante "Rapsódia sobre um tema de Paganini", de Rachmaninov, uma das minhas músicas favoritas.

Em fim, sou fã deste filme, ele é antigo mas é excelente, realmente recomendo para quem nunca assistiu e gosta de histórias de amor. Em algum lugar do passado é a história de um amor que transcende o tempo.

sábado, 25 de julho de 2009

Amor egípcio na voz de Pavarotti

Esta é uma ária da ópera Aida, de Giuseppe Verdi, interpretada por Luciano Pavarotti em 1986. Eu adoro esta ária e também o inesquecível Pavarotti, para mim o maior tenor de todos os tempos. A ópera Aida, que tem 4 atos, teve estréia mundial na Casa da Ópera, no Cairo, em dezembro de 1871. Ela foi composta por encomenda do governo egípcio para a comemorar a inauguração da abertura do canal de Suez. Narra a história de amor do guerreiro Radamés e da escrava atíope Aida, no Egito antigo.
"Celeste Aida" é um trecho do primeiro ato. Abaixo está a letra em italiano e a tradução em português. Ouça e aprenda a letra, você vai se emocionar!

Se quel guerrier io fossi!
Se il mio sogno si avverasse!
Un esercito di prodi da me guidato,
e la vittoria e il plauso di Menfi tutta!
E a te, mia dolce Aida,
Tornar di lauri cinto…
Dirti: per te ho pugnato, per te ho vinto!
Celeste Aida, forma divina,
Mistico serto di luce e fior,
Del mio pensiero tu sei regina,
Tu di mia vita sei lo splendor.
Il tuo bel cielo vorrei ridarti,
Le dolci brezze del patrio suol,
Un regal serto sul crin posarti,
Ergerti un trono vicino al sol. Ah!

Se eu fosse aquele guerreiro!
Se o meu sonho se tornasse realidade!
Um exército de homens corajosos comandados por mim
E a vitória ... e os aplausos de toda Mênfis!
E a você minha doce Aida
Retornar coroado com folhas de louro...
Dizer-te: por ti eu lutei, por ti eu venci!
Celeste Aida, forma divina
Mística guirlanda de luz e flores,
Tu és a rainha dos meus pensamentos,
Tu és o esplendor da minha vida.
Eu queria te devolver o teu lindo céu,
A doce brisa da tua pátria,
Colocar uma coroa sobre os teus cabelos,
Erguer para ti um trono próximo ao sol!

domingo, 5 de julho de 2009

A Primeira Vez

Este vídeo que estou postando é uma montagem de imagens para uma música da banda americana Mr.Big, chamada I´ll leave it up to you. Esta música não é famosa (injustamente), tanto que nem clipe tem. Mas como qualquer libriana (o), estou a ver poesia também em coisas não comuns. Para mim esta música é pura poesia, desde os instrumentos, a melodia, a voz do cantor (Eric Martin) e a letra, que é a narrativa de um homem apaixonado que quer ter a primeira noite com a sua amada. Vou colocar a letra e a tradução, e em negrito os trechos que mais me tocam...

I´ll leave it up to you (Vou deixar você decidir)
So it´s goodnight ... Why don´t you take a lip of faith and ask me in?
Então é boa noite... Porquê não põe um pouco de fé e me pede pra entrar?
And be tempted by the moment...
E seja tentada pelo momento...
Don´t you think it´s time ... to let imagination dance you from your doubts
Você não acha que já é tempo de deixar a sua imaginação acabar com suas dúvidas
So we can fall with abandon...
Para que nos apaixonemos em abandono...
I´ll shelter you in wonder love till the midnight skies turn blue
Vou proteger você, num amor milagroso, até que o céu da meia-noite torne-se azul
But I won´t push I´ll leave it up to you
Mas não vou forçar, vou deixar que você decida
Close you eyes ... can´t you feel me whisper close against you skin?
Feche seus olhos... você sente quando sussurro perto da sua pele?
In a bed of velvet roses ...
Numa cama de rosas aveludadas...
Every little touch, my hands could trace a path around your heart
Cada pequeno toque, minhas mãos podem traçar um caminho em torno do seu coração
Deep into your secrets...
Profundamente em seus segredos...
I´ll shelter you in wonder love till the midnight skies turn blue
But I won´t push, I´ll leave it up to you...
It´s only love that is crying now, it´s in your hands
Isto é só o amor que grita agora, está em suas mãos
Tell me baby how do I prove to you somehow that you shold know by now just who I am
Diga-me amor como te provar que de alguma forma já deveria saber quem eu sou
Baby don´t be afraid we´re just one more kiss away!
Não tenha medo, falta apenas mais um beijo!
Don´t you waste a peerfect moon...
Não desperdice uma lua perfeita...
But I won´t push, I´ll leave it up to you
I´ll be true to you babe
Serei sincero com você amor
But I won´t push I´ll leave it up to you...