sábado, 22 de maio de 2010

Arte Francesa

A Arte Francesa é criada com sobreposição de gravuras de papel, cujo objetivo é em transformar a imagem plana em outra com relevo e profundidade. Para isso, você escolhe uma figura que você goste, e vai recortando-a, começando por aqueles detalhes que estão em primeiro plano e deixando para o final aqueles que estão mais próximas do espectador. Quanto mais detalhes houver na figura, mais cópias da mesma você vai necessitar (geralmente um mínimo de 6 imagens iguais). Na verdade, o trabalho pode ser resumido da seguinte forma: primeiro, usa-se o motivo de forma integral; em seguida, novas camadas são sobrepostas à folha inicial, coladas com cola de silicone, sendo retirados detalhes por detalhes do motivo até que o desenho salte aos olhos, dando um aspecto tridimensional à imagem.

As origens da arte francesa são incertas. Sabe-se que no século XVII começaram a chegar na Europa móveis da China com imagens laqueadas. Os ebanistas franceses tomaram esta técnica, melhorando-a, utilizando gravuras com flores que cobriam com muitas camadas de verniz. É de lá que tem origem a palavra découpage, cujo significado é recortar. Inicialmente essas imagens eram planas e acredita-se que artistas empreendedores deram a elas volume utilizando pedaços de cortiça. Uma variante da técnica é chamada de arte holandesa: o processo de recorte e colagem é o mesmo, mas no final o acabamento é em verniz geral, dando um aspecto de porcelana.

Para quem gosta de artesanato, e sempre adorou recortar e colar nos tempos de escola, vale a pena aprender. Como a arte francesa está muito na moda no Brasil, aconselho a procurar uma escola com tradição, para que aprenda a técnica correta.
Eu fiz algumas aulas durante as minhas férias este ano, na escola Traços e Cores em Porto Alegre( http://www.tracosecores.com.br/index.php) . Esta foto que postei é do meu primeiro trabalho. Desculpe pela qualidade da foto; este tipo de trabalho é muito difícil de fotografar, pela necessidade justamente de mostrar o alto-relevo.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Baladas do Rock - Love of My Life

Love of my life é uma balada da banda Queen, que foi gravada em 1975, composta por Freddie Mercury, para uma namorada sua na época, Mary Austin. É uma das minhas músicas favoritas.

Eu escolhi este vídeo do Rock in Rio 1 (1985) pois para mim é uma das imagens mais lindas e impressionantes do rock. Eu tinha 7 anos na época, mas me lembro muito bem da empolgação, quando os meus pais assitiam o show pela TV. São cerca de 250 mil pessoas cantando junto com Freddie Mercury, é de arrepiar. Quem esteve lá com certeza deve ter uma lembrança inesquecível.
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sábado, 8 de maio de 2010

200 anos do nascimento de Frédéric Chopin em 2010 - Prelúdio no. 15 " Raindrop"

Continuando a série em homenagem aos 200 anos do nascimento de Chopin em 2010.
Os prelúdios de Chopin (Op. 28) são um conjunto de pequenas peças para piano, um para cada número de tonalidade existente (24), originalmente publicados em 1839. Inspirados nos prelúdios do Cravo bem Temperado, de Bach, por sua vez inspiraram os prelúdios de Debussy e Rachmaninov. Chopin compôs a maior parte deles na sua estada em Valdemossa, localidade próxima a Palmas de Maiorca (Espanha), onde o compositor ficou em repouso com a sua companheira George Sand por motivo de saúde (naquela época era comum que pacientes que sofriam de tuberculose procurassem balneários mais ao sul da Europa, menos frios, para se tratarem). A publicação dos prelúdios provocou rebuliço no ambiente musical da época, pois eram peças muito curtas e não seguiam regras clássicas.
Embora o termo prelúdio seja geralmente usado para descrever uma peça introdutória, os de Chopin permanecem como peças próprias, pois cada um deles transmite uma emoção ou idéia específica. É o caso deste que posto aqui. Apelidado de "Gota d´água", é o mais extenso dos 24. A melodia se dá na mão direita e, no acompanhamento da esquerda, a repetição das notas nos faz imaginar uma gota de chuva caindo sobre uma superfície de água, martelando, constante, calma, como uma chuva fraca. Já na parte do meio, a melodia se torna mais pesada, mais escura, na mão esquerda, como se a intensidade da chuva estivesse aumentando, atingindo um clímax. É muito interessante.
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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Pré-rafaelitas

Os Pré-Rafaelitas foram um grupo artístico fundado na Inglaterra em 1848, dedicado principalmente à pintura. Este grupo, organizado ao modo de uma confraria medieval, surge como reação à arte acadêmica inglesa que seguia os moldes dos artistas clássicos do Renascimento. Inseridos no espírito romântico da época, os pré-rafaelitas desejavam devolver à arte a sua pureza e honestidade anteriores, que consideravam existir na arte medieval do Gótico final e Renascimento inicial . Ao se auto-denominarem pré-rafaelitas, realçam o fato de se inspirarem na arte anterior a Rafael, artista que tanto influencia a academia inglesa e que é consequentemente criticado pelos pré-rafaelitas.

Observa-se que seus trabalhos estão relacionados mais a temas medievais inspirados em Dante, na sua Divina Comédia, em lendas como a do Rei Artur, as cenas religiosas, carregando as suas composições de misticismo, numa versão mais visionária.
O artistas buscavam a beleza poética, representado-a além da realidade visível, trabalhando com a matéria da alma e a espiritualidade. Esta representação do “sonho” vai-se traduzir formalmente na busca da harmonia e equilíbrio entre os elementos. A pintura com base no desenho vai resultar em imagens quase ornamentais repletas de pormenores e detalhes fotográficos.

Este movimento será de extrema importância para a arte dos finais do século XIX , principalmente para a Art Nouveau e o Simbolismo.

É um estilo que me agrada muito. São obras que atraem a nossa observação, sempre com um ar de mistério, típico do romantismo. Gosto também pois muitos representam personagens, principalmente aqueles quadros pintados por John William Waterhouse, que representou, de forma muito romântica, personagens femininas da mitologia e da literatura.
Dentre os principais artistas do movimento, encotramos os seguintes pintores: William Holman Hunt, John Everett Millais, Dante Gabriel Rossetti, John William Waterhouse e Edward Burne-Jones.