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terça-feira, 29 de junho de 2010

Toscana dos meus sonhos

Uma das coisas boas de algumas novelas são que elas podem nos transportar para alguns dos mais belos lugares do mundo. É o que acontece em Passione (nova novela das 20h). Não recomendo pelo alto nível de maldades, que como sempre acontecem .Mas em vários capítulos aparecem imagens belíssimas da região italiana da Toscana e seus simpáticos vilarejos.

Ainda não conheço este lugar, mas está na minha listinha de viagens, certamente! Imagino dirigir por aquelas colinas, repletas de campos de girassóis e vinhedos, campos estes quebrados por ciprestes longilíneos, campos estes emouldurados por um horizonte azul violeta. Imagino chegar nos pequenos vilarejos, absorvendo toda a história que carregam em suas pedras, em suas ruelas, em suas igrejinhas, em seu povo - foi lá que nasceu a língua italiana. Imagino visitar um dos berços da arte ocidental, Florenza, onde já reinaram os gênios do Renascimento e também gênios da ópera. Imagino visitar pequenas propriedades vinícolas e assim desgustar o famoso vinho tinto Chianti, assim como a culinária toscana rica em azeite de oliva, queijo de ovelha, pães, doces de amêndoas... Ai que delícia! Quem sabe um dia né?


As imagens são obras de diversos artistas tentando retratar a aria (atmosfera) toscana e a sua paisagem. (1) Tuscan Home II - D. Olgov , (2) Esplendor da Toscana - Leon Roulette, (4)Villa d´Umbria - Ruth Baderian, (5) Nascer da lua na Toscana - Roger Williams, (5) Paisagem de sonho na Toscana - Erin Dertner, (6) Mágico anoitecer na Toscana - Lealand Beaman, (7) Luz da tarde na Toscana - Carol Jessen e (8) Portas toscanas - Roger Duvall.

No próximo post, colocarei fotografias de cidades toscanas.





"Não importa o que aconteça, guarde sempre sua inocência. Isso é o que existe de mais importante". Sob o sol da Toscana (filme)

" Quando eu era pequena, ficava procurando por joaninhas no jardim ... até que finalmente adormecia. Quando acordava, elas estavam em cima de mim!" Sob o sol da Toscana (filme)



eu QUERO uma casinha assim!!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

200 anos do nascimento de Frédéric Chopin em 2010 - 1

Retomando a minha promessa de postagens sobre Chopin no bicentenário de seu aniversário em 2010, gostaria de deixar o vídeo de uma das suas baladas, executada por Vladimir Horowitz.


A Balada nº 1, em Sol menor, Opus 23, é a primeira das quatro baladas compostas pelo compositor polonês Frédéric Chopin para piano. Foi composta entre 1835 e 1836, durante os primeiros dias do compositor em Paris, e foi dedicada ao "Monsieur le Baron de Stockhausen" embaixador de Hanover na França. De acordo com um comentário do compositor Robert Schumann, Chopin teria citado o poeta Adam Mickiewicz como influência para as suas baladas. Ele teria escrito em uma carta: "Recebi uma nova balada de Chopin. Parece um trabalho bastante próximo de seu gênio, embora não seja o mais genial e eu lhe disse que de todas as suas composições é a que mais gosto."

No filme O Pianista, esta balada é tocada duas vezes, na interpretação de Janusz Olejniczak, dirigido por Roman Polansky. Na primeira vez, são escutados apenas alguns compassos, quando Władysław Szpilman toca no ar, num hospital alemão abandonado. Na segunda vez, é ouvida numa cena de aproximadamente 4 minutos, quando um militar alemão é tocado pela beleza da música e do talento de Szpilman, desistindo de entregá-lo para os nazistas.

E de pensar que já toquei isso... desisiti pois nunca consegui fazer direito depois do 08:46, é muuuuuito difícil!

Visite este post para mais informações sobre Chopin: http://moradadevenus.blogspot.com/2009/12/200-anos-do-nascimento-de-frederic.html

Sonata ao Luar em Minha Amada Imortal

Minha Amada Imortal é outro filme que está entre os meus favoritos. Mas também sou suspeita para falar, pois o filme apresenta dois de meus ídolos: (1) o compositor Ludwig Van Beethoven e (2) o espetacular ator Gary Oldman.


O filme é baseado em uma carta que Beethoven escreveu para uma certa " amda imortal", provavelmente datada de julho de 1812, endereçada a uma mulher desconhecida com quem ele teria, na semana anterior, um encontro em Praga ou Viena. Os detalhes da carta indicam um provável relacionamento de longa data, no qual ele explica os prováveis impedimentos para um futuro casamento. O filme desenrola-se na busca desta mulher, tendo em vista que Beethoven teve vários relacionamentos, permanecendo a dúvida entre 3 pretendentes. O final do filme é muito supreendente e também muito triste.



A cena que postei mostra quando se descobre que Beethoven estava surdo. Sua amiga Giulietta, que é uma de suas pretendentes, insiste ao pai que lhe dê um piano, para que possa provar que ele ainda toca (tendo em vista que passara por momentos de " baixa" nas suas apresentaçoes). Eles entregam o piano e fingem que não há ninguém em casa, para que Beethoven fique mais à vontade. É aí que observam por uma janelinha na porta que ele, para tocar, necessita deitar a sua face sobre a tampa do piano de cauda, quando começa a executar a sonata ao luar, para melhorar a captação das ondas sonoras. Quando descobre que foi enganado, fica furioso, sai xingando todos, mas a surdez o impede de ouvir os pedidos de desculpas de Giulietta. A interpretação de Oldman neste momento é para mim muito tocante.


A Sonata Op. 27 n. 2 conhecida como Sonata ao Luar foi muito tocada na época de Beethoven, que chegou a dizer que já tinha feito músicas melhores, pode? Ela serviu de tema para inúmeros filmes e romances, e só recebeu o apelido famoso muitos anos depois da morte de Beethoven. Foi o crítico Rellstab que comparou a música a um luar no lago Lucerna (lindíssimo lago suíço). A comparação "pegou" e chegou até nós até os dias de hoje.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Avatar

Ontem fui assistir o filme Avatar (3D) de James Cameron. Lindo filme. Nele somos transportados à Pandora, onde vivem os humanóides Na´vi em perfeita harmonia com a natureza. Os humanos estão lá para explorar um minério valioso, dispostos a destruir o lugar para conseguirem o que querem. Paralelamente a esta missão militar, pesquisadores trabalham no projeto Avatar. Avatares são híbridos humanos-Na´vi geneticamente modificados, que podem ser conectados e controlados mentalmente pelos humanos cujo o mesmo material genético seja compartilhado. E assim o humano Jake acaba conhecendo realidade Na´vi.
O filme veio em um momento importante da discussão dos efeitos negativos da ação humana sobre o planeta, com um forte apelo às questões ambientais. A cena mais forte pra mim, em que até chorei, foi quando uma árvore gigantesca (quase infinita) sob a qual está o valioso minério, é derrubada pelos humanos.Tomara que este sentimento de preservação seja incorporado de verdade pelo público, que seja uma sementinha no coração de todos para que preservemos o milagre da natureza. Acredito que os meios da mídia são a única maneira de mudar a mentalidade das pessoas, e fico feliz que alguns que têm este poder nas mãos possam usá-lo de maneira construtiva (em vez de outros - ou a maioria - que só propaga a violência).

O filme mostra esse planeta tão lindo, cheio de plantas exóticas que brilham à noite e animais coloridos. Em 3D, sentimo-nos completamente conectados ao local. Pelo meu blog, você já pode perceber como sou admiradora da natureza e do belo, então esta conexão para mim foi imediata. Mas gostaria que a pessoas realmente traçassem este paralelo: temos tantas coisas lindas aqui na Terra, será que não podemos deixar de lado um pouco com a agitação do dia-a-dia para reparar na complexidade de uma flor ou de uma borboleta que voa? O dia em que o ser humano parar e sentir de verdade o quão sagrada é a natureza, não haverá espaço para o mal.
Neste planeta, Pandora, não há o desenvolvimento tecnólogico que temos e de que tanto nos orgulhamos. Mas lá os Na´vi não estão interessados nisso. Eles desenvolveram uma conexão tal com natureza que se comunicam com outros seres pelo pensamento e fazem sinapses (conexões nervosas) com as plantas. Quando a cientista Grace Augustine (Sigourney Weaver) expõe aos militares essas capacidades, eles debocham : " o que vocês andaram fumando por lá?". Ao meu ver, esta habilidade dos Na´vi é um paralelo ao nosso 6o. sentido, a intuição, que apesar de toda a ciência, está cada vez menos desenvolvida. Nos desconectamos da nossa mãe natureza, não consideramos isto importante. Mas será mesmo? Quando ouvimos as pessoas mais antigas falando sobre o passado, não temos a impressão que elas eram mais felizes? Viviam de forma mais simples, mas eram conectadas à natureza, ao campo, aos ciclos terrestres, vivam em comunidades, tinham laços afetivos. Hoje é a solidão que domina, e acredito que é essa falta de conexão, de sentido, que leva as pessoas à depressão, à apatia e infelicidade.

O filme também faz muitos paralelos com a mitologia. A começar pelo nome Pandora, que vem do grego e significa aquela que possui todos os dons. Achei muito interessante também os Na´vi acreditarem em uma deusa (mãe, feminina), Eywa, como faziam os humanos primitivos. Sabemos que com as " conquistas" humanas por territórios e povos, a tradição (guerreira) paternalista foi se estabelecendo e passamos a crer em um deus (masculino), onde os aspectos femininos da intuição, do cuidado, da fetilidade, são menos valorizados.

E por fim, avatar, palavra que vem do sânscrito e quer dizer " descida", e que para o hinduísmo, significava quando um deus (p. exemplo Vishnu) encarnava o corpo de uma homem, p. exemplo Krishna, ou seja, uma divindidade se manifestanto em um corpo físico. A palavra acabou sendo utilizada pela informática para descrever um personagem em realidade virtual.

Eu achei muito emocionante, e você?

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Em algum lugar do passado

Somewhere in Time (Em algum lugar do passado) é um filme de 1980, com a direção de Jeannot Szwarc, que retrata a vida de um jovem que retorna ao passado para resgatar uma mulher que, no presente, diz ser o seu grande amor.
Esta bela história de amor e viagem no tempo foi um grande sucesso no Brasil desde seu lançamento, mas curiosamente não fez tanto sucesso nos Estados Unidos. Apesar da fraca bilheteria e críticas desfavoráveis, ele conquistou uma legião de fãs quando foi lançado em vídeo e na TV, e hoje é considerado um clássico, tanto lá quanto aqui.
O filme
O jovem autor teatral Richard Collier (Christopher Reeve), durante a estréia de sua primeira peça na faculdade, recebe de uma velha senhora um relógio, e ela lhe diz: “Volte para mim”. Alguns anos depois, ao sair sem rumo, ele decide hospedar-se no Grand Hotel em Nevada, e fica fascinado ao ver a foto de uma linda mulher na galeria do hotel. Ele descobre que ela é Elise MacKenna (Jane Seymour), atriz famosa que hospedou-se no hotel e lá encenou uma peça em 1912.
Richard fica mais intrigado ainda quando, ao pesquisar na biblioteca da cidade, descobre que ela é a senhora que havia lhe dado o relógio, e que havia morrido mais tarde naquela noite; que Elise era uma jovem cheia de vida e que isso mudou após sua apresentação no hotel, tornando-se reclusa e solitária.
Ele decide então usar as técnicas de auto-hipnotismo e fazer uma viagem de volta a 1912, para encontrá-la. Após muito esforço, ele é bem-sucedido e consegue encontrá-la. Ao vê-lo, Elise pergunta: ‘É você?”, ao que ele responde “Sim”.
Porém, William Robinson (Christopher Plummer), o empresário de Elise, teme que Richard a influencie negativamente e que ela deixe de atuar, e tenta afastá-lo dela. Mas Richard consegue convencer Elise a passear com ele, e aos poucos eles vão se aproximando. Durante a peça, ela improvisa um monólogo dirigido a Richard, na platéia. Isso enfurece Robinson, que faz uma armadilha para espancar e amordaçar Richard nos estábulos do hotel.
No dia seguinte ele consegue escapar e volta ao hotel, onde descobre que a companhia teatral já havia partido. Mas Elise volta e o encontra, e os dois passam sua primeira e única noite juntos. Após pedir Elise em casamento, numa brincadeira ele encontra uma moeda de 1969 no bolso e volta abruptamente ao presente.
Richard tenta em vão voltar a 1912, e vaga pelo hotel por algum tempo, até trancar-se no quarto, onde é encontrado em estado catatônico por Arthur, funcionário do hotel. Quando o médico chega, Richard vê a si mesmo pairando acima de seu corpo, e segue até a luz da janela, onde encontra Elise, que lhe estende a mão.
O relógio paradoxal
Se Richard recebeu o relógio de Elise em 1972, voltou a 1912 e o deu a ela, de onde veio o objeto? Esse paradoxo nunca é explicado.

Christopher Reeve, ator americano muito carismático e (muito lindo por sinal), faleceu em outubro de 2004. Seu papel mais famoso foi como o Super-Homem, numa série de quatro filmes. Após sofrer um acidente que o deixou tetraplégico, passou a liderar uma campanha pela legalização de pesquisas com células-tronco.

A linda trilha sonora é na sua maior parte de autoria de John Barry, mas a música que aparece neste vídeo, que também faz parte da trilha, é a deslumbrante "Rapsódia sobre um tema de Paganini", de Rachmaninov, uma das minhas músicas favoritas.

Em fim, sou fã deste filme, ele é antigo mas é excelente, realmente recomendo para quem nunca assistiu e gosta de histórias de amor. Em algum lugar do passado é a história de um amor que transcende o tempo.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

História de amor com Drácula

Este é um trecho do filme Drácula de Bram Stocker, dirigido por Martin Scorsese. Gosto muito deste filme, e este trecho é muito romântico, e com uma trilha sonora magnífica. E também porquê sou fã de Gary Oldman, o charmosíssimo ator que interpreta maravilhosamente Drácula.
Particularmente sempre gostei muito de histórias de vampiros; o que me chama a atenção nelas é o poder de sedução dos mesmos. O trecho acima mostra, e muito bem, o poder de sedução do Drácula. Há um outro trecho bonito, que ocorre um pouco antes no filme, em que ele está numa rua em Londres e Mina passando, longe, no meio da multidão. Aí ele pensa " See me, see me" (ou " veja-me, veja-me") e ela então vai passando , devagar, olhando para ele, reparando nele que até então não tinha visto, como se a força do pensamento dele tivesse um poder sobre ela. No livro do Bram Stocker não há história de amor entre Mina Harker e o Drácula, mas o poder de sedução está sempre presente, com maior enfoque no instinto sexual muito aguçado. No filme adaptado, o diretor cria uma história de amor, onde a Mina é a reencarnação da princesa que morre centenas de anos antes e é o grande amor de Drácula.
Histórias sobre vampiros são bastante antigas e aparecem na mitologia de muitos países, principalmente dos da Europa (leste europeu) e dos do antigo oriente próximo. Segundo a lenda, os vampiros podem controlar animais ou transformarem-se num; podem desaparecer numa névoa; possuem um poder de sedução muito forte, entre outras características. A Transilvânia (na Romênia) é o local mais relacionado com lenda sobre vampiros. Inclusive há turismo relacionado, comercializando-se tudo sobre vampiros, desde livros até souvenirs.