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domingo, 20 de novembro de 2011

Brinco de noiva











Os brincos são geralmente os últimos acessórios que as noivas procuram. Muitas vezes, com toda a correria nos preparativos do casamento, acabam escolhendo o brinco de última hora, optando por modelos tradicionais nas lojas de acessórios. Mas se nos importamos tanto em escolher os brincos no nosso dia-a-dia (se eu saio de casa sem brinco, parece que estou nua...), porquê não se dedicar um pouco mais na escolha do brinco perfeito? A nossa proposta aqui é manufaturar brincos de noiva exclusivos, para noivas românticas e delicadas, que gostam do estilo " retrô", cheio de rendas, arabescos, pedras preciosas e pérolas. Os brincos aqui expostos são folheados em prata (exceto aqueles em fios de cobre na cor bronze antigo), decorados com materiais que variam desde flores acrílicas, pérolas, lacinhos, até vidros de murano e opalas sintéticas. Para conhecer melhor cada peça, visite a loja virtual!

Texto original do site www.filippaagnella.com

sábado, 22 de maio de 2010

Arte Francesa

A Arte Francesa é criada com sobreposição de gravuras de papel, cujo objetivo é em transformar a imagem plana em outra com relevo e profundidade. Para isso, você escolhe uma figura que você goste, e vai recortando-a, começando por aqueles detalhes que estão em primeiro plano e deixando para o final aqueles que estão mais próximas do espectador. Quanto mais detalhes houver na figura, mais cópias da mesma você vai necessitar (geralmente um mínimo de 6 imagens iguais). Na verdade, o trabalho pode ser resumido da seguinte forma: primeiro, usa-se o motivo de forma integral; em seguida, novas camadas são sobrepostas à folha inicial, coladas com cola de silicone, sendo retirados detalhes por detalhes do motivo até que o desenho salte aos olhos, dando um aspecto tridimensional à imagem.

As origens da arte francesa são incertas. Sabe-se que no século XVII começaram a chegar na Europa móveis da China com imagens laqueadas. Os ebanistas franceses tomaram esta técnica, melhorando-a, utilizando gravuras com flores que cobriam com muitas camadas de verniz. É de lá que tem origem a palavra découpage, cujo significado é recortar. Inicialmente essas imagens eram planas e acredita-se que artistas empreendedores deram a elas volume utilizando pedaços de cortiça. Uma variante da técnica é chamada de arte holandesa: o processo de recorte e colagem é o mesmo, mas no final o acabamento é em verniz geral, dando um aspecto de porcelana.

Para quem gosta de artesanato, e sempre adorou recortar e colar nos tempos de escola, vale a pena aprender. Como a arte francesa está muito na moda no Brasil, aconselho a procurar uma escola com tradição, para que aprenda a técnica correta.
Eu fiz algumas aulas durante as minhas férias este ano, na escola Traços e Cores em Porto Alegre( http://www.tracosecores.com.br/index.php) . Esta foto que postei é do meu primeiro trabalho. Desculpe pela qualidade da foto; este tipo de trabalho é muito difícil de fotografar, pela necessidade justamente de mostrar o alto-relevo.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Autorretratos

Autorretrato é definido em História da Arte como um representação que o artista faz de si mesmo. A partir da renascença italiana, a produção dos mesmos passou a ser cada vez mais freqüente, pois no século XV que a comercialização de espelhos teve início, o que era imprescindível na época, sem o recurso da fotografia. Mais recentemente, no século XX, dificilmente encontra-se artista que não tenha procurado produzir o seu.

Alguns artistas não fizeram retratos em si, mas colocavam a sua figura em meio à cena principal da pintura, como é o caso de Jan van Eyck em " Retrato dos Arnolfini" e Diego Velázquez em " As Meninas". Albrecht Dürer foi um dos artistas mais antigos que fez vários auto-retratos seus (cerca de 20), pois utilizava-os como forma de divulgar a sua imagem pública. No último deles, ele se caracteriza evidentemente muito parecido com a imagem de Jesus Cristo (vide acima). No século XVII, os pintores flamengos e holandeses começaram a produzir auto-retratos com frequência, sendo que o pintor holandês Rembrandt, que era obcecado por eles, produziu quase uma centena.Após esta época, um dos artistas que foi mais prolífico na produção deste tipo de trabalho foi Vincent van Gogh, que pintou sua imagem 37 vezes entre 1886 e 1889 (vide acima). Os autorretratos dele estão mais para o tipo " pessoal", segundo a classificação da crítica de arte Galina Vasilyeva-Shlyapina. Isto porquê parece revelar detalhes psicológicos nas caracterísitcas das obras.

O meu autorretrato, que é a primeira imagem do post, eu fiz em 2009, baseada numa fotografia minha quando tinha 18 anos.

Os autorretratos que aparecem abaixo são, na ordem: (1) Paul Cézanne; (2) Rembrandt Van Rijin; (3) Jean-Auguste Dominique Ingres (que era um exímio retratista) e (4) Frida Kahlo.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Asclépio e a minha arte

Decidi começar a publicar arte feita por mim no blog. Eu ia esperar um pouco, adquirir mais experiência, aprender mais etc etc etc. Mas quem sabe postando aqui seja um estímulo para produzir mais.

A figura ao lado é de um quadro que pintei, chama-se "Asclépio" (acrílico sobre tela, 50x30), e foi uma encomenda do meu marido, para colocar no consultório dele. Foi um estudo (uma releitura) de uma imagem que vi numa revista de medicina, de um vitral da Faculdade de Medicina da USP. Adoro Art Nouveau e vitrais, por isso gostei muito de executar este trabalho. Além disso, pude expressar uma das minhas paixões que é a pintura, e também relembrar um pouco da história da Medicina, que é a arte em que mais atuo no momento. Gostaria de falar neste post então um pouco sobre Asclépio.
Asclépio(grego) ou Esculápio (latim) era o deus da Medicina e da cura da mitologia greco-romana. Existem várias versões de seu mito, mas a mais conhecida o aponta como filho de Apolo, o deus da luz, e Corônis, uma mortal. Teria nascido de cesariana após a morte de sua mãe, e levado para ser criado pelo centauro Quíron, que o educou na caça e nas artes da cura. Aprendeu o poder curativo das ervas e a cirurgia, e adquiriu tão grande habilidade que podia trazer os mortos de volta à vida, pelo que Zeus o puniu, matando-o com um raio.

Muitas das narrativas em que se fala de Asclépio vêm através de Homero, e uma vez que atualmente o relato homérico sobre a Guerra de Tróia é considerado a poetização de um evento possivelmente histórico, Asclépio pode ter existido de fato, vivendo em torno de 1200 a.C., e sido mais tarde divinizado. Dentro da cultura grega não era incomum que heróis célebres fossem objeto de culto após sua morte. Escrevendo no século I, Celso explicou que pelo fato de ter aperfeiçoado as artes médicas, antes primitivas, ele mereceu um lugar entre os imortais.

Entre as curas que teria operado, estão as de vários heróis feridos em Tebas; de Filocteto em Tróia; as filhas de Proetus que haviam sido enlouquecidas por Hera; restaurou a visão aos filhos de Fineu; curou com ervas as feridas de Hércules em sua luta contra a Hidra de Lerna, devolveu à vida Orion, Hipólito, Himeneu, Glauco, Panassis e Licurgo. Após sua morte, outras curas lhe foram atribuídas por outros médicos da época.

Ele é representado usualmente como um homem mais velho, vestido com uma túnica que lhe descobre o ombro direito, e apoiado a um cajado onde se enrola uma serpente. Às vezes aparece a seu lado um menino, símbolo da recuperação da saúde. Também pode ser mostrado junto de algum de seus outros filhos, especialmente Higéia, que se tornou uma figura importante em seu culto e chegou a ter templos próprios (de onde vem a palavra higiene e também hígido - aquele que tem saúde). A estátua de seu principal templo fora feita em Epidauro, de ouro e marfim, tinha cerca de seis metros de altura, e ele aparecia sentado em um trono, pousando sua mão direita sobre uma serpente, enquanto que com a esquerda segurava um cajado, e tinha um cão ao seu lado. Asclépio foi representado em moedas cunhadas por 46 imperadores e imperatrizes romanos, e essas moedas circulavam em todo o império romano.

O principal símbolo de Asclépio é um bastão com uma serpente enrolada, que muitas vezes tem sido confundido erroneamente com o caduceu, que possui duas serpentes. A origem do símbolo é muito antiga, anterior aos gregos. Há mais de 5 mil anos os mesopotâmios usavam um bastão com uma serpente como emblema de Ningizzida, o deus da fertilidade, do matrimônio e das pragas. Para os gregos e romanos a serpente era um símbolo da cura porque periodicamente abandona sua pele velha e renasce, da mesma forma que os médicos removem a doença dos corpos e rejuvenescem o homem. Era conhecido também dos judeus antes de Cristo, como se lê no relato bíblico de Moisés erguendo um poste com uma serpente de bronze para livrar o seu povo de uma praga de serpentes.
Foram identificados centenas de santuários antigos de Asclépio em toda a orla do Mediterrâneo e Europa ocidental - desde Mênfis do Egito até Karpow no norte da Europa, desde Ecbátana no Oriente até o País de Gales - através de ruínas arqueológicas, citações literárias e inscrições em monumentos. Estes santuários funcionavam como hospitais, onde as pessoas iam buscar a cura de seus males.

A tradição médica derivada de Asclépio foi assimilada por Hipócrates, considerado por muitos o pai da medicina ocidental, que se formou no santuário de Asclépio em Cós. Ele mesmo era descendente dos Asclepíades, uma linhagem de sacerdotes-médicos que se dizia derivada da progênie do próprio deus. Apesar de a medicina hipocrática se desenvolver em uma linha mais científica e empírica, vários aspectos da sua doutrina se basearam no folclore religioso que cercava o culto de Asclépio, e deu grande atenção aos sonhos como elemento de diagnóstico.

Depois do surgimento do Cristianismo, vários santuários de Asclépio foram transformados em igrejas cristãs, dedicadas a santos ligados à cura, mas ele foi um dos deuses pagãos de maior sobrevida dentro do Cristianismo, em virtude de sua fama de bondade e compaixão. Na época em que o Partenon de Atenas já era uma igreja cristã, no século VI d.C., o templo de Asclépio adjacente ainda era frequentado. Estudiosos afirmam que a liturgia de culto de Asclépio foi uma forte influência sobre a sistematização da ritualística cristã. Justino, em sua Apologia, escreveu que "Quando dizemos que Jesus curou os aleijados e os paralíticos e os que eram doentes desde o nascimento e que ressuscitou os mortos, estamos relatando feitos que eram idênticos àqueles que se diz Asclépio ter praticado"

fonte: Wikipedia