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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Autorretratos

Autorretrato é definido em História da Arte como um representação que o artista faz de si mesmo. A partir da renascença italiana, a produção dos mesmos passou a ser cada vez mais freqüente, pois no século XV que a comercialização de espelhos teve início, o que era imprescindível na época, sem o recurso da fotografia. Mais recentemente, no século XX, dificilmente encontra-se artista que não tenha procurado produzir o seu.

Alguns artistas não fizeram retratos em si, mas colocavam a sua figura em meio à cena principal da pintura, como é o caso de Jan van Eyck em " Retrato dos Arnolfini" e Diego Velázquez em " As Meninas". Albrecht Dürer foi um dos artistas mais antigos que fez vários auto-retratos seus (cerca de 20), pois utilizava-os como forma de divulgar a sua imagem pública. No último deles, ele se caracteriza evidentemente muito parecido com a imagem de Jesus Cristo (vide acima). No século XVII, os pintores flamengos e holandeses começaram a produzir auto-retratos com frequência, sendo que o pintor holandês Rembrandt, que era obcecado por eles, produziu quase uma centena.Após esta época, um dos artistas que foi mais prolífico na produção deste tipo de trabalho foi Vincent van Gogh, que pintou sua imagem 37 vezes entre 1886 e 1889 (vide acima). Os autorretratos dele estão mais para o tipo " pessoal", segundo a classificação da crítica de arte Galina Vasilyeva-Shlyapina. Isto porquê parece revelar detalhes psicológicos nas caracterísitcas das obras.

O meu autorretrato, que é a primeira imagem do post, eu fiz em 2009, baseada numa fotografia minha quando tinha 18 anos.

Os autorretratos que aparecem abaixo são, na ordem: (1) Paul Cézanne; (2) Rembrandt Van Rijin; (3) Jean-Auguste Dominique Ingres (que era um exímio retratista) e (4) Frida Kahlo.


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O Beijo

Um beijo é um segredo que se diz na boca e não no ouvido.
Jean Rostand

O Beijo é um delicioso truque que a natureza criou para interromper a fala quando as palavras tornam-se supérfulas... Rafael
A única linguagem verdadeira no mundo é o beijo
Alfred de Musset
O beijo é uma forma de diálogo
George Sand
O primeiro beijo, seja isso bem claro, não o dão os lábios, mas os olhos.
O. K. Bernardi

As obras de arte são: (1) O Beijo - Gustav Klimt; (2) O Beijo - Tamara de Lempicka; (3) Beijo de Tango - Andrei Protsouk; (4) O Beijo - Edvard Munch; (5) O último romântico - Jack Vettriano; (6) O Beijo - Francesco Hayez; (7) Beijo Roubado - Jean Honoré Fragonard.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

As citações de Einstein

Além de ser um gênio da física e descobridor da teoria da relatividade, também ficou conhecido por ser contra governos totalitários e defensor da paz, e religioso no sentido de defender que Deus se revelava através da harmonia das leis da natureza. Muitos de seus pensamentos foram divulgados, e são de fato muito interessantes. Vou publicar alguns deles aqui. A minha favorita é a primeira, acredito muito nisto:
* "A imaginação é tudo. É a antevisão das coisas que vamos atrair para as nossas vidas."




* "Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio - e eis que a verdade se me revela."

* "O valor do homem é determinado, em primeira linha, pelo grau e pelo sentido em que se libertou do seu ego."
* "Viver é como andar de bicicleta: É preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio."


* "A ciência sem a religião é paralitica, a religião sem a ciência é cega."


* "O único homem que está isento de erros, é aquele que não arrisca acertar."

* "Os ideais que iluminaram o meu caminho são a bondade, a beleza e a verdade."


* "Se, a princípio, a ideia não é absurda, então não há esperança para ela."

* "A felicidade não se resume na ausência de problemas, mas sim na sua capacidade de lidar com eles."

* "A liberação da energia atômica mudou tudo, menos nossa maneira de pensar."

* "Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor… Lembre-se. Se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor com ele você conquistará o mundo."


* "O primeiro dever da inteligência é desconfiar dela mesma."
* "A fama é para os homens como os cabelos, cresce depois da morte, quando já lhe é de pouca serventia."

* "A imaginação é mais importante que o conhecimento."


* "O estudo, a busca da verdade e da beleza são domínios em que nos é consentido sermos crianças por toda a vida."

* "Sem cultura moral não haverá nenhuma saída para os homens."
* "Falta de tempo é desculpa daqueles que perdem tempo por falta de métodos."

* "Poucos são aqueles que vêem com seus próprios olhos e sentem com seus próprios corações."
* " Há duas coisas infinitas: o Universo e a tolice dos homens."

Figuras que aparecem no post: Albert Einstein; Pintando os pássaros - Franz Dvorak; O Pensador - Auguste Rodin; Chef na bicicleta - Betty Whiteaker; Três Velas - Marc Chagall; A Criação de Adão - Michelangelo;

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Boemia

Boemia é a prática de um estilo de vida não-convencional, geralmente vivido por pessoas envolvidas com objetivos ligados à música, arte ou literatura. Muitos boêmios foram e são artistas, ou aventureiros, que viviam de forma alegre geralmente à noite.
É um fenômeno social e literário que aconteceu em diversos pontos do planeta e em diferentes épocas. Aparentemente, o termo boêmio surgiu no meio literário francês no século XVII, para caracterizar estrangeiros, ciganos, que tinham um estilo de vida às margens da sociedade da época, que se pensava virem da Boêmia (região da República Tcheca), usado de forma pejorativa. Mas foi no auge do romantismo francês do século XIX que o termo se popularizou, através de escritores como Balzac, e pela coleção de estórias de Henri Murger, Cenas da Vida Boêmia, publicada em 1845, escrita para glorificar e legitimizar a Boemia. Algumas óperas famosas que buscavam retratar a realidade social da época utilizaram esta temática, como Carmen de Bizet e La Bohème de Puccini, esta última com libreto inspirado nestes contos de Henry Murger. O termo irradiou-se pelos bairros franceses do Quartier Latin, Montmartre e Montparnasse, bairros conhecidos por abrigar estudantes, filósofos, escritores, artistas, sonhadores que se reuniam nos seus cafés para trocar as suas idéias, vivendo de forma livre e excêntrica, procurando romper, através da arte, com as forças mercadológicas que estavam surgindo com a ascensão da burguesia. Foi um momento rico, artística e emocionalmente, levantado por estes excêntricos que acreditavam em um mundo mais simples e mais belo. Dentre eles podemos citar os pintores Amedeo Modigliani, Henry de Toulouse-Latrec, Edgar Degas, Van Gogh, Pablo Picasso e os escritores Jean Paul Sartre, Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald. No Brasil, também tivemos uma boemia ativa como movimento no Rio de Janeiro do século XIX, representada pelos escritores Aluísio de Azevedo, Olavo Bilac e Coelho Neto, por exemplo. Enfim, o termo boêmio descreve uma pessoa, não importa a sua procedência, que viva da arte de uma forma não convencional, muitas vezes abrindo mão de recursos financeiro. Nos dias de hoje o termo perdeu o seu sentido original daquele que busca uma ruptura com o sistema através da arte, para caracterizar aquela pessoa que só vive nos bares, que não faz nada de produtivo, aqueles que chamamos de vagabundos. É uma pena esta distorção. De qualquer maneira, tenho certeza de que muitas pessoas gostariam de poder se dedicar à sua arte, seja música, literatura, pintura, mas acabam abrindo mão destes sonhos pelas exigências da sociedade capitalista.

Deixo o vídeo da música La Bohème, de Charles Aznavour, que traduz todo o sentimento saudosista da boemia do Montmartre, além de linda imagens deste bairro. Coloquei a letra e a tradução. O assunto continua no próximo post.


As obras de arte neste post são (1) O Moinho da Galette - Pierre Auguste Renoir; (2) No Moulin Rouge - Henri de Toulous-Latrec e (3) Mulher Bonita - amedeo Modigliani.

Je vous parle d'un temps que les moins de vingt ans ne peuvent pas connaître
Montmartre en ce temps-là accrochait ses lilas jusque sous nos fenêtres
Et si l'humble garni qui nous servait de nid ne payait pas de mine
C'est là qu'on s'est connu moi qui criait famine et toi qui posais nue
La bohème, la bohème, ça voulait dire on est heureux
La bohème, la bohème nous ne mangions qu'un jour sur deux
Dans les cafés voisins nous étions quelques-uns qui attendions la gloire
Et bien que miséreux avec le ventre creux nous ne cessions d'y croire
Et quand quelque bistro contre un bon repas chaud nous prenait une toile
Nous récitions des vers groupés autour du poêle en oubliant l'hiver
La bohème, la bohème ça voulait dire tu es jolie
La bohème, la bohème et nous avions tous du génie
Souvent il m'arrivait devant mon chevalet de passer des nuits blanches
Retouchant le dessin de la ligne d'un sein du galbe d'une hanche
Et ce n'est qu'au matin qu'on s'assayait enfin devant un café-crème
Epuisés mais ravis, fallait-il que l'on s'aime et qu'on aime la vie
La bohème, la bohème, ça voulait dire on a vingt ans
La bohème, la bohème, et nous vivions de l'air du temps
Quand au hasard des jours je m'en vais faire un tour a mon anciènne adresse
Je ne reconnais plus ni les murs, ni les rues, qui ont vu ma jeunesse
En haut d'un escalier je cherche l'atelier dont plus rien ne subsiste
Dans son nouveau décor Montmartre semble triste et les lilas sont morts
Eu te falo de um tempo que os menores de 20 anos não podem conhecer
Montmartre naquele tempo pendurava seus lilases logo abaixo das nossas janelas
E se esta ocupação humilde que nos serviu de ninho não pagava a mina (?)
Foi lá que nos conhecemos, eu que gritava faminto e você que posava nua
A boemia, a boemia, queria dizer nós somos felizes
A boemia, a boemia, só comemos 1 dia a cada 2
Nos cafés vizinhos nós éramos alguns
que esperávamos a glória
E bem miseráváveis com os estômago oco não paramos de acreditar
E quando algum bistrô, contra uma boa refeição quente, nos trazia uma tela
Nós recitávamos versos ao redor do aquecedor esquecendo que era inverno
A boemia, a boemia, isso quer dizer, você é bela
A boemia, a boemia, e nós todos éramos geniaisFrequentemente me acontecia diante do meu cavalete de passar noites em claro
Retocando o desenho da linha de um seio da curva de um quadril
E não é que pela manhã quando nos sentávamos enfim diante de um café-creme
Exaustos mas felizes, era preciso que nos amássemos e que amássemos a vidaA boemia, a boemia, isso quer dizer, nós temos 20 anos
A boemia, a boemia e nós vivíamos do ar do tempoQuando ao acaso dos dias fui fazer um passeio ao meu antigo endereço
Não reconheci mais nem os muros nem as ruas que viram a minha juventude
E do alto de uma escadaria eu procuro o atelier do qual não existe mais nada
Na sua nova decoração Montmartre parece triste e os lilases morreram

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Ah, o amor...



Gostaria de desejar um ano de 2010 maravilhoso a todos que visitam esta morada, e em nome de Vênus aproveitar para deixar algumas mensagens sobre o amor...

" O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem." Antoine de Saint-Exupéry
" O amor não vê com os olhos, mas com o coração." William Shakespeare.

" Não há ninguém, mesmo sem cultura, que não se torne poeta quando o amor toma conta dele".
" Amar, porque nada melhor para a saúde do que um amor correspondido." Vinícius de Moraes




" Quando fala o amor, a voz de todos os deuses deixa o céu embriagado de harmonia". W. Shakespeare.
" A falta de amor é a maior de todas as pobrezas". Madre Teresa de Calcutá.

" Nunca devemos julgar as pessoas que amamos. O amor que não é cego, não é amor". Honoré de Balzac.

" O amor é a força mais sutil do mundo". Gandhi


" Amor...
Quando duas pessoas fazem amor
Não estão fazendo apenas amor,
Estão dando corda ao relógio do mundo" Mario Quintana


" Nos ciúmes há mais amor próprio do que verdadeiro amor". François la Rochefoucauld

" Só o amor e a arte tornam a existência tolerável". William Maugham
" A criança é o amor feito visível". Friederich Novalis
" As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar". Leonardo da Vinci






" Pouca coisa é necessária para transformar inteiramente uma vida: amor no coração e sorriso nos lábios." Martin Luther King
Figuras do post: (1)O amor de Páris e Helena - Jacques-Louis David; (2)O Anjo dos pássaros - Franz Dvorak; (3) Atração - Denis Nolet; (4) Elegante casal de coelhos; (5) Bouquet of Jonquils - Robert Doisneau (fotografia); (6) O Casal - Marc Chagall; (7) Primavera - Pierre Auguste Cot.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Artistas na Provence

Apesar de já ser encantada pela região francesa da Provence há muito tempo, foi só indo para lá que eu pude sentir e entender a " atmosfera" local, e o porquê da região ter atraído tantos pintores famosos. Todos atraídos por um brilho especial, pelas cores vívidas que esta região possui, por uma fonte de inspiração inesgotável. Eu diria que não apenas a beleza local é inspiradora, mas também a atmosfera, tem algo no ar... o estilo de viver lá é perfeito para um artista, para quem queira liberar a sua criatividade sem ter a interferência das atribulações comuns dos nossos dias.
Descreverei brevemente a relação de alguns pintores famosos com a Provence, e o que você deve visitar lá se for fã destes artistas.

Vincent van Gogh

Van Gogh procurou a Provence devido aos seus dias ensolarados (são mais de 300 dias de sol por ano) chegando em Arles, no Sul de França, no dia 21 de fevereiro de 1888, onde esperava fundar uma colônia de artistas. A idéia acabou não prosperando, pois acabou se desentendendo com o único artista que abraçou inicialmente o projeto, Gauguin, no famoso episódio em que ele corta a própria orelha e acaba sendo internado no hospício Saint Paul de Mausole, em Saint Remy, a cerca de 13km de Arles.

A fase em Saint Remy foi muito produtiva, inspirado pelos arredores do hospital, cheios de oliveiras e ciprestes. Apesar do pouco tempo em que morou na região, foi nestas duas cidades que pintou algumas de suas mais famosas obras, como Café de Nuit (em Arles) e Nuit Etoilée (em Saint Remy). Em Arles, você pode visitar o Café Van Gogh, que é o café que originalmente inspirou a pintura Café de Nuit, e em Saint Remy, o asilo Saint Paul de Mausole, onde, além de encontrar várias informações interessantes sobre a história dos tratamentos psiquiátricos, você pode visitar uma réplica do quarto que Van Gogh ocupou lá e identificar na natureza local vários componentes que o inspiraram, como as oliveiras e os jardins de írises.
Henry MatisseMatisse, um dos ícones da arte moderna juntamente com Picasso, também foi atraído pelo sol da Provence, estabelecendo-se em Nice em 1916. Apaixonado pelo colorido local, paixão que se reproduzia na sua pintura, muito rica em cores. Morou lá até a sua morte, em 1954, aos 85 anos, de forma que deixou muitos de seus trabalhos pela cidade. Você poderá encontrar muitas de suas obras no Museu Matisse http://www.musee-matisse-nice.org/ , que fica no localidade montanhosa de Cimiez, em Nice.
Pablo Picasso

Um dos pintores mais conhecidos de todos os tempos, que também se dedicou à escultura e à cerâmica. Em 1946,terminada a 2a. guerra mundial, ele morou por 2 anos em Antibes, e de 1948 a 1955 ele morou em Vallauris (7km de Antibes), onde criou cerca de 4000 peças em cerâmica.

No Museu Picasso em Antibes , você encontrará diversas obras que foram doadas por ele no período em que morou lá, além de visitar um lugar magnífico (o museu está localizado em um castelo, o Chateau Grimaldi) com uma vista linda para o mediterrâneo. Em Vallauris, pode-se visitar o Musée National de Picasso http://www.musee-picasso-vallauris.fr/ e o Musée de la Céramique.


Paul Signac


Pintor que foi, junto com Seurat, o principal líder do movimento Pontilhismo. Era amante de barcos, tendo possuído ao longo da vida cerca de 30 deles, o que lhe ajudou a viajar muito atrás das diferentes tonalidades de cada região. Foi muito atraído pelas cores da Provence, realizando coloridas telas inspiradas no Palais des Papes em Avignon, no portos de Saint Tropez e Marseille, e no fort Carré em Antibes. Você pode encontrar obras suas no Musée de l´Annonciade http://www.saint-tropez.tv/html/annonciade.html, em Saint Tropez, cidade onde morou.

Paul Cezanne
Nasceu, viveu e morreu na região, em Aix-en-Provence, e foi considerado como a " ponte" para a arte moderna, pois sua arte pós-impressinista serviu de elo entre o impressionismo e o cubismo. Era estudante de direito, mas a sua verdadeira paixão era pintar as paisagens nos arredores de Aix. Os fãs podem visitar o ateliê do artista, que encontra-se do jeito que estava quando ele morreu, em 1906.

Jean Honoré Fragonard
A arte na Provence não se restringe apenas aos impressionistas e aos precursores da arte moderna. Na idade média já eram famosas as escolas de arte em Avignon e Nice. Em Grasse, cidade próxima a Nice, nasceu o artista Jean Honoré Fragonard, importante pintor do estilo rococó no século XVIII. Você encontrará obras dele no Museu Villa Jean Honoré Fragonard, em Grasse. Também em Grasse você pode aproveitar e vistar o Museu do Perfume e Perfumeria Fragonard, cujo nome foi em homenagem ao artista.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Receita de Alegria

Sei que provavelmente muitas pessoas já devem ter recebido esta mensagem por email. Mas não custa deixar registrada aqui. Sou médica, e estou sempre a " dar receitas". Mas essa receita de alegria atribuída ao artista Pablo Picasso é de grande sabedoria.

Receita de Alegria
"Jogue fora todos os números não essenciais para tua sobrevivência.
Isto inclui: idade, peso e altura.
Que eles preocupem ao médico, para isto o pagamos.
Conviva, de preferência, com amigos alegres.
Os pessimistas não são convenientes para ti.
Continue aprendendo.
Aprenda mais sobre computadores, artesanato, jardinagem, qualquer coisa.
Não deixe seu cérebro desocupado.
Uma mente sem uso é oficina do diabo. E o nome do diabo é “Alzheimer”.
Ria sempre, muito e alto.
Ria até não poder mais. Inclusive de você mesmo!
Quando as lágrimas chegarem: aguente, sofra e siga adiante.
Agradeça cada dia que amanhece como uma nova oportunidade para fazer aquilo que ainda não tiveste coragem de começar, do princípio ao fim.
Prefira novos caminhos do que voltar a caminhos mil vezes trilhados.
Apague o cinza de tua vida, e acenda as cores que carregas dentro de ti.
Desperte teus sentidos para que não percas nada de belo e formoso que te cerca.Contagie de alegria ao teu redor, e tente ir além das fronteiras pessoais a que tenhas chegado aprisionado pelo tempo.
Porém lembre-se: a única pessoa que te acompanha a vida inteira é você mesmo.
Cerque-se daquilo que gosta:
família, animais, lembranças, música, plantas, um hobby, seja o que for.
O lar em que você vive é seu refúgio, porém não fique trancado nele.
Seu melhor capital, a saúde.
Aproveite-a se é boa, não a desperdice;
se não é, não a estrague mais.
Não se renda à nostalgia.
Saia à rua.
Vá à uma cidade vizinha, a um país estrangeiro.
Porém não viaje ao passado porque dói!
Diz aos que ama que realmente os ama, e faça isso em todas as oportunidades que tiver.
E lembre-se sempre que a vida não se mede pelo número de vezes que respiramos, mas pelos momentos que teu coração palpitou forte:
de muito rir,
de surpresa,
de êxtase,
de felicidade
e sobretudo, de amar sem medida.
Há pessoas que transformam o sol em uma pequena mancha amarela, porém há também as que fazem de uma simples mancha amarela, o próprio sol."

Pablo Picasso
As obras de arte são de Picasso, nesta ordem: " Maternidade", " Violonista", " Criança com um pombo", e abaixo, " As banhistas".