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sábado, 11 de setembro de 2010

Mary Cassatt e a maternidade



Jovem mãe no jardim

Mary Cassatt (1843-1926) foi uma grande pintora americana impressionista, que participou do famoso grupo de impressionistas franceses que tentavam quebrar a hegemonia da arte acadêmica (Monet, Degas, Pissarro, Renoir e Morissot) no final do século 19. Obteve lugar próprio dentro deste grupo por representar cenas entre mães e filhos, motivo pelo qual escolhi fazer um post sobre a mesma, devido à minha condição de grávida pela 1a. vez. Ela pintou diversas cenas de mães com seus filhinhos, estou aqui apenas colocando alguns exemplos. Se gostar, dê uma olhada no Google imagens e verá várias outras pinturas dela com este tema.

Criança pegando uma maçã

café-da- Manhã na cama

Depois do banho


Pequena menina apoiando-se no joelho da mãe


Carinho de Criança

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Autorretratos

Autorretrato é definido em História da Arte como um representação que o artista faz de si mesmo. A partir da renascença italiana, a produção dos mesmos passou a ser cada vez mais freqüente, pois no século XV que a comercialização de espelhos teve início, o que era imprescindível na época, sem o recurso da fotografia. Mais recentemente, no século XX, dificilmente encontra-se artista que não tenha procurado produzir o seu.

Alguns artistas não fizeram retratos em si, mas colocavam a sua figura em meio à cena principal da pintura, como é o caso de Jan van Eyck em " Retrato dos Arnolfini" e Diego Velázquez em " As Meninas". Albrecht Dürer foi um dos artistas mais antigos que fez vários auto-retratos seus (cerca de 20), pois utilizava-os como forma de divulgar a sua imagem pública. No último deles, ele se caracteriza evidentemente muito parecido com a imagem de Jesus Cristo (vide acima). No século XVII, os pintores flamengos e holandeses começaram a produzir auto-retratos com frequência, sendo que o pintor holandês Rembrandt, que era obcecado por eles, produziu quase uma centena.Após esta época, um dos artistas que foi mais prolífico na produção deste tipo de trabalho foi Vincent van Gogh, que pintou sua imagem 37 vezes entre 1886 e 1889 (vide acima). Os autorretratos dele estão mais para o tipo " pessoal", segundo a classificação da crítica de arte Galina Vasilyeva-Shlyapina. Isto porquê parece revelar detalhes psicológicos nas caracterísitcas das obras.

O meu autorretrato, que é a primeira imagem do post, eu fiz em 2009, baseada numa fotografia minha quando tinha 18 anos.

Os autorretratos que aparecem abaixo são, na ordem: (1) Paul Cézanne; (2) Rembrandt Van Rijin; (3) Jean-Auguste Dominique Ingres (que era um exímio retratista) e (4) Frida Kahlo.


sexta-feira, 9 de abril de 2010

200 anos do nascimento de Fréderic Chopin em 2010 - Noturno no. 19

Continuando a série de posts em homenagem aos 200 anos de nascimento de Chopin.
Recentemente, a novela Viver a Vida teve em um de seus capítulos uma cena em que alguns personagens da novela foram assistir a uma apresentação em homenagem a Chopin. Um dos personagens inclusive era um menino, que estudava piano e queria se tornar um grande músico. Fico feliz quando vejo estas manifestações nos veículos de comunicação de massa. Quando estudava piano, durante a minha infância e parte da minha adolescência, praticamente não tinha com quem conversar sobre o assunto. Aos 16 anos fiz um curto intercâmbio na Itália (devido a um convênio da minha escola de música em Porto Alegre com o Conservatório Vivaldi em Alessandria, norte da Itália). O objetivo do intercâmbio era receber aulas e participar de pequenos recitais apresentando música clássica brasileira. Foi uma experiência incrível. Porém, voltei um pouco desanimada. Percebi como os italianos estavam anos-luz na nossa frente em matéria de música clássica, pois afinal, o país é um dos berços deste estilo. Espero que cada vez mais crianças possam se interessar e estudar esta herança tão valiosa que nos foi deixada.

Continuando então a série de posts comemorando os 200 anos de nascimento de Frédéric Chopin, deixo aqui um vídeo de uma obra que executei muito na minha infância, e que foi apresentada naquele capítulo da novela Viver a Vida: Noturno no. 19, op. 72 no. 1, interpretado por Eva Brandy.



imagem: Duas meninas ao piano - Pierre-Auguste Renoir

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Deux Arabesques: música traduzindo a natureza

Deux arabesques (dois arabescos) é conjunto de 2 peças compostas pelo francês Claude Debussy, entre os anos de 1888 e 1891, sendo um dos seus trabalhos mais precoces, quando ele tinha cerca de 20 anos. Apesar disso, as arabesques contém dicas do estilo musical que ele viria a seguir. O conjunto pode ser classificado como música impressionista, acompanhando o impressionismo das artes visuais, pois parece evocar impressões da natureza.
A arabesque no.1, em Mi maior, como muitas obras impressionistas, abre com um arpeggio que sugere um fluxo de água, leve, transparente.
A arabesque no. 2, em Sol maior, é mais rápida e enérgica, abrindo com rápidas trinados que podem sugerir algo que treme ... para mim é como fosse batidas de asas de beija-flores (ou borboletas, libélulas), que ora seguem um trajeto sinuoso, planando com as asas abertas, ora as bate rápido, suspendo-se no ar.


Como seu precursor na arte visual, o impressionismo musical foca-se na sugestão e na atmosfera, e não em provocar emoções fortes ou contar uma história. Esse estilo ocorreu (também como nas artes visuais) como uma reação aos excessos da Era Romântica. Enquanto esta última era caracterizada pelo uso dramático das escalas maiores e menores, a música impressionista tende a fazer mais uso da dissonância e de escalas pentatônicas. Os românticos, como Beethoven e Tchaikowsky, usavam formas mais longas como sinfonias e concertos, enquanto que os impressionistas favoreciam formas mais curtas como noturnos, arabescos e prelúdios.

Além do impressionismo, estas peças também me remetem à Art Nouveau, pois também são contemporâneas a esta manifestação. Consigo perfeitamente imaginar um contexto em que a fluidez e leveza das mulheres do ícone do estilo - Alphonse Mucha (vide imagens)-, com seus cabelos esvoaçantes, em ondulações, com tudo muito redondamente ornamentado, têm como pano de fundo a música de Debussy, principalmente as Deux Arabesques.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Boemia

Boemia é a prática de um estilo de vida não-convencional, geralmente vivido por pessoas envolvidas com objetivos ligados à música, arte ou literatura. Muitos boêmios foram e são artistas, ou aventureiros, que viviam de forma alegre geralmente à noite.
É um fenômeno social e literário que aconteceu em diversos pontos do planeta e em diferentes épocas. Aparentemente, o termo boêmio surgiu no meio literário francês no século XVII, para caracterizar estrangeiros, ciganos, que tinham um estilo de vida às margens da sociedade da época, que se pensava virem da Boêmia (região da República Tcheca), usado de forma pejorativa. Mas foi no auge do romantismo francês do século XIX que o termo se popularizou, através de escritores como Balzac, e pela coleção de estórias de Henri Murger, Cenas da Vida Boêmia, publicada em 1845, escrita para glorificar e legitimizar a Boemia. Algumas óperas famosas que buscavam retratar a realidade social da época utilizaram esta temática, como Carmen de Bizet e La Bohème de Puccini, esta última com libreto inspirado nestes contos de Henry Murger. O termo irradiou-se pelos bairros franceses do Quartier Latin, Montmartre e Montparnasse, bairros conhecidos por abrigar estudantes, filósofos, escritores, artistas, sonhadores que se reuniam nos seus cafés para trocar as suas idéias, vivendo de forma livre e excêntrica, procurando romper, através da arte, com as forças mercadológicas que estavam surgindo com a ascensão da burguesia. Foi um momento rico, artística e emocionalmente, levantado por estes excêntricos que acreditavam em um mundo mais simples e mais belo. Dentre eles podemos citar os pintores Amedeo Modigliani, Henry de Toulouse-Latrec, Edgar Degas, Van Gogh, Pablo Picasso e os escritores Jean Paul Sartre, Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald. No Brasil, também tivemos uma boemia ativa como movimento no Rio de Janeiro do século XIX, representada pelos escritores Aluísio de Azevedo, Olavo Bilac e Coelho Neto, por exemplo. Enfim, o termo boêmio descreve uma pessoa, não importa a sua procedência, que viva da arte de uma forma não convencional, muitas vezes abrindo mão de recursos financeiro. Nos dias de hoje o termo perdeu o seu sentido original daquele que busca uma ruptura com o sistema através da arte, para caracterizar aquela pessoa que só vive nos bares, que não faz nada de produtivo, aqueles que chamamos de vagabundos. É uma pena esta distorção. De qualquer maneira, tenho certeza de que muitas pessoas gostariam de poder se dedicar à sua arte, seja música, literatura, pintura, mas acabam abrindo mão destes sonhos pelas exigências da sociedade capitalista.

Deixo o vídeo da música La Bohème, de Charles Aznavour, que traduz todo o sentimento saudosista da boemia do Montmartre, além de linda imagens deste bairro. Coloquei a letra e a tradução. O assunto continua no próximo post.


As obras de arte neste post são (1) O Moinho da Galette - Pierre Auguste Renoir; (2) No Moulin Rouge - Henri de Toulous-Latrec e (3) Mulher Bonita - amedeo Modigliani.

Je vous parle d'un temps que les moins de vingt ans ne peuvent pas connaître
Montmartre en ce temps-là accrochait ses lilas jusque sous nos fenêtres
Et si l'humble garni qui nous servait de nid ne payait pas de mine
C'est là qu'on s'est connu moi qui criait famine et toi qui posais nue
La bohème, la bohème, ça voulait dire on est heureux
La bohème, la bohème nous ne mangions qu'un jour sur deux
Dans les cafés voisins nous étions quelques-uns qui attendions la gloire
Et bien que miséreux avec le ventre creux nous ne cessions d'y croire
Et quand quelque bistro contre un bon repas chaud nous prenait une toile
Nous récitions des vers groupés autour du poêle en oubliant l'hiver
La bohème, la bohème ça voulait dire tu es jolie
La bohème, la bohème et nous avions tous du génie
Souvent il m'arrivait devant mon chevalet de passer des nuits blanches
Retouchant le dessin de la ligne d'un sein du galbe d'une hanche
Et ce n'est qu'au matin qu'on s'assayait enfin devant un café-crème
Epuisés mais ravis, fallait-il que l'on s'aime et qu'on aime la vie
La bohème, la bohème, ça voulait dire on a vingt ans
La bohème, la bohème, et nous vivions de l'air du temps
Quand au hasard des jours je m'en vais faire un tour a mon anciènne adresse
Je ne reconnais plus ni les murs, ni les rues, qui ont vu ma jeunesse
En haut d'un escalier je cherche l'atelier dont plus rien ne subsiste
Dans son nouveau décor Montmartre semble triste et les lilas sont morts
Eu te falo de um tempo que os menores de 20 anos não podem conhecer
Montmartre naquele tempo pendurava seus lilases logo abaixo das nossas janelas
E se esta ocupação humilde que nos serviu de ninho não pagava a mina (?)
Foi lá que nos conhecemos, eu que gritava faminto e você que posava nua
A boemia, a boemia, queria dizer nós somos felizes
A boemia, a boemia, só comemos 1 dia a cada 2
Nos cafés vizinhos nós éramos alguns
que esperávamos a glória
E bem miseráváveis com os estômago oco não paramos de acreditar
E quando algum bistrô, contra uma boa refeição quente, nos trazia uma tela
Nós recitávamos versos ao redor do aquecedor esquecendo que era inverno
A boemia, a boemia, isso quer dizer, você é bela
A boemia, a boemia, e nós todos éramos geniaisFrequentemente me acontecia diante do meu cavalete de passar noites em claro
Retocando o desenho da linha de um seio da curva de um quadril
E não é que pela manhã quando nos sentávamos enfim diante de um café-creme
Exaustos mas felizes, era preciso que nos amássemos e que amássemos a vidaA boemia, a boemia, isso quer dizer, nós temos 20 anos
A boemia, a boemia e nós vivíamos do ar do tempoQuando ao acaso dos dias fui fazer um passeio ao meu antigo endereço
Não reconheci mais nem os muros nem as ruas que viram a minha juventude
E do alto de uma escadaria eu procuro o atelier do qual não existe mais nada
Na sua nova decoração Montmartre parece triste e os lilases morreram

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Artistas na Provence

Apesar de já ser encantada pela região francesa da Provence há muito tempo, foi só indo para lá que eu pude sentir e entender a " atmosfera" local, e o porquê da região ter atraído tantos pintores famosos. Todos atraídos por um brilho especial, pelas cores vívidas que esta região possui, por uma fonte de inspiração inesgotável. Eu diria que não apenas a beleza local é inspiradora, mas também a atmosfera, tem algo no ar... o estilo de viver lá é perfeito para um artista, para quem queira liberar a sua criatividade sem ter a interferência das atribulações comuns dos nossos dias.
Descreverei brevemente a relação de alguns pintores famosos com a Provence, e o que você deve visitar lá se for fã destes artistas.

Vincent van Gogh

Van Gogh procurou a Provence devido aos seus dias ensolarados (são mais de 300 dias de sol por ano) chegando em Arles, no Sul de França, no dia 21 de fevereiro de 1888, onde esperava fundar uma colônia de artistas. A idéia acabou não prosperando, pois acabou se desentendendo com o único artista que abraçou inicialmente o projeto, Gauguin, no famoso episódio em que ele corta a própria orelha e acaba sendo internado no hospício Saint Paul de Mausole, em Saint Remy, a cerca de 13km de Arles.

A fase em Saint Remy foi muito produtiva, inspirado pelos arredores do hospital, cheios de oliveiras e ciprestes. Apesar do pouco tempo em que morou na região, foi nestas duas cidades que pintou algumas de suas mais famosas obras, como Café de Nuit (em Arles) e Nuit Etoilée (em Saint Remy). Em Arles, você pode visitar o Café Van Gogh, que é o café que originalmente inspirou a pintura Café de Nuit, e em Saint Remy, o asilo Saint Paul de Mausole, onde, além de encontrar várias informações interessantes sobre a história dos tratamentos psiquiátricos, você pode visitar uma réplica do quarto que Van Gogh ocupou lá e identificar na natureza local vários componentes que o inspiraram, como as oliveiras e os jardins de írises.
Henry MatisseMatisse, um dos ícones da arte moderna juntamente com Picasso, também foi atraído pelo sol da Provence, estabelecendo-se em Nice em 1916. Apaixonado pelo colorido local, paixão que se reproduzia na sua pintura, muito rica em cores. Morou lá até a sua morte, em 1954, aos 85 anos, de forma que deixou muitos de seus trabalhos pela cidade. Você poderá encontrar muitas de suas obras no Museu Matisse http://www.musee-matisse-nice.org/ , que fica no localidade montanhosa de Cimiez, em Nice.
Pablo Picasso

Um dos pintores mais conhecidos de todos os tempos, que também se dedicou à escultura e à cerâmica. Em 1946,terminada a 2a. guerra mundial, ele morou por 2 anos em Antibes, e de 1948 a 1955 ele morou em Vallauris (7km de Antibes), onde criou cerca de 4000 peças em cerâmica.

No Museu Picasso em Antibes , você encontrará diversas obras que foram doadas por ele no período em que morou lá, além de visitar um lugar magnífico (o museu está localizado em um castelo, o Chateau Grimaldi) com uma vista linda para o mediterrâneo. Em Vallauris, pode-se visitar o Musée National de Picasso http://www.musee-picasso-vallauris.fr/ e o Musée de la Céramique.


Paul Signac


Pintor que foi, junto com Seurat, o principal líder do movimento Pontilhismo. Era amante de barcos, tendo possuído ao longo da vida cerca de 30 deles, o que lhe ajudou a viajar muito atrás das diferentes tonalidades de cada região. Foi muito atraído pelas cores da Provence, realizando coloridas telas inspiradas no Palais des Papes em Avignon, no portos de Saint Tropez e Marseille, e no fort Carré em Antibes. Você pode encontrar obras suas no Musée de l´Annonciade http://www.saint-tropez.tv/html/annonciade.html, em Saint Tropez, cidade onde morou.

Paul Cezanne
Nasceu, viveu e morreu na região, em Aix-en-Provence, e foi considerado como a " ponte" para a arte moderna, pois sua arte pós-impressinista serviu de elo entre o impressionismo e o cubismo. Era estudante de direito, mas a sua verdadeira paixão era pintar as paisagens nos arredores de Aix. Os fãs podem visitar o ateliê do artista, que encontra-se do jeito que estava quando ele morreu, em 1906.

Jean Honoré Fragonard
A arte na Provence não se restringe apenas aos impressionistas e aos precursores da arte moderna. Na idade média já eram famosas as escolas de arte em Avignon e Nice. Em Grasse, cidade próxima a Nice, nasceu o artista Jean Honoré Fragonard, importante pintor do estilo rococó no século XVIII. Você encontrará obras dele no Museu Villa Jean Honoré Fragonard, em Grasse. Também em Grasse você pode aproveitar e vistar o Museu do Perfume e Perfumeria Fragonard, cujo nome foi em homenagem ao artista.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

França, um país que respira cultura

Berço de ícones das artes em toda a sua abrangência (música, pintura, escultura, literatura, cinema, arquitetura etc etc), o país é inspirador para quem quer mergulhar em cultura. A sua capital então, nem se fala. Paris tem tantos museus que resolvemos comprar um pass, que é um cartão que lhe dá direito a entrar em vários museus e monumentos por um período de 2, 4 ou 6 dias. Mas para valer à pena, você deve visitar muitos, para aproveitar ao máximo. Pode-se comprar pela internet, no site http://www.parismuseumpass.com/fr/home.php, eles mandam o pass no seu endereço.
Embora não tenhamos conseguido visitar o tanto de museus que gostaríamos, acho que valeu à pena, tanto na questão do preço como na de já poder entrar direto na atração, sem ter que esperar na bilheteria para comprar ingresso.

Aqui farei uma breve descrição da experiência que tivemos em 3 deles.
Sou louca por pintura, então os que gostei mais mesmo foram o Louvre e o Musée d´Orsay. O Louvre é magnífico, não tenho palavras. A beleza já começa no lado externo, com as esculturas do Jardin de Tuilleries à frente. Por dentro ele é imenso, então vale à pena dar uma estudada antes, para decidir o seu roteiro. Para quem gosta de antiguidade egípcia, a coleção é enorme e ocupa dois andares na ala Sully. Focamos nesta parte pois é a favorita do meu marido, e também na área de pintura francesa no 2o. andar, na de esculturas italianas no térreo da ala Denon (onde está Eros e Psique, de Antonio Canova, que foi pano de fundo para o nosso convite de casamento...) e no grande salão acima, no 1o. andar, onde estão expostos quadros enormes, de pintores franceses como Ingres, Delacroix, Gericault e David, sendo para mim o local mais belo do museu. Na ala de pintura italiana, também no 1o. andar, está não apenas a famosa Monalisa, mas também outras obras de da Vinci, de Boticelli, e Caravaggio. Vale à pena também fazer uma pausa num café localizado no 1o. andar da ala Richelieu, bem simpático, com um belo terraço e profiteroles maravilhosos. Ficamos 4 horas no Louvre, vimos muita coisa, batemos muitas fotos (é permitido), mas gostaria de poder ter tido mais tempo para admirar as obras que mais me emocionam, e não apenas passar por elas e pegar uma foto. Mas fazer o quê? Foi a primeira vez, quem sabe numa próxima vez será menos corrido.

O Museu d´Orsay já é bem menor, mas não menos belo. Para quem gosta de impressionismo, este é o local. Muitas obras de Monet, Manet, Renoir, Degas e Van Gogh. Há uma área de arte decorativa muito interssante com peças de Art Nouveau, escola que também adoro. O site deste museu é muito bom, você pode entrar em cada sala e ver quais pinturas estão lá, e aí então pode organizar um " plano de visita", para ganhar tempo.
Também destaco em Paris o Museu de l´Armée, que fica no Hotel des Invalides. Não sou muito fã de coisas relacionadas a guerras e tal, mas para quem gosta, há uma coleção enorme de armaduras medievais, e também uma grande ala relacionada às duas guerras mundiais.

A Provence, outra região da França que visitamos, também é rica em atividades culturais. Gostei muito de ter visitado o antigo hospício onde morou Van Gogh, em Saint Remy, e poder observar os arredores deste local que tanto o inspirou, com seu sol brilhante, suas oliveiras, seus ciprestes, sua noite estrelada. E logo em frente, no outro lado da estrada, estão as ruínas romanas de Glanum, um antigo assentamento que demonstra a ocupação romana da região.
Também destaco o Museu de la Castre em Cannes, que tem coleções de objetos medievais e da antiguidade de vários continentes (e tem uma vista linda sobre a cidade, pois fica num antigo chateau - castelo - no topo da cidade antiga) e o Museu Oceanográfico de Monaco, principalmente pelos seus vários e enormes aquários.
A citadela medieval de St Paul de Vence, próximo de Nice, me chamou muito a atenção pela quantidade de galerias de arte com obras de muito bom gosto e talento. Não é uma delícia caminhar por ruazinhas medievais e a cada lojinha observar os talentos locais? Quem já visitou Paraty aqui no Brasil sabe do que estou falando: um lugar histórico que respira arte por todos os cantos.
Quando viaja-se, também é interessante pesquisar na internet sobre possíveis eventos que estarão acontecendo no período em que você estará lá. Desta maneira descobri uma festa típica que ocorreu em Arles, como descrevi no post Ah...Provence!, que tivemos a oportunidade de participar. Assim você mergulha de verdade na cultura local, o que é muito divertido!