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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Denis Nolet: um poeta da pintura


Denis Nolet é um pintor canadense (1964-), que já demonstrou talento desde bastante jovem. Passou por diversas experiências na pintura, mas foi no final dos anos 90 que desenvolveu o estilo que o deixou mais conhecido no Canadá (Quebec) e no exterior, caracterizado por retratar cenas urbanas iluminadas à noite. Suas pinturas possuem brilhante iluminação (seja ela artificial ou pelo crepúsculo) contrastada com silhuetas de pessoas, animais, objetos e construções. O contraste de cores é perfeito, principalmente na oposição de alaranjados X azuis e amarelados X violetas. Utiliza muito o amarelo, parecendo haver inspiração em Van Gogh, principalmente quando quer retratar luminárias de rua - a luz amarela ao redor do objeto luminoso parece uma " aura", assim como Van Gogh fazia (embora este gostava mais da luz do dia, e Nolet, da noite).
A temática dos seus quadros é muito poética, com cenários animados por casais de namorados e músicos de rua. Dá vontade de estar lá, dentro dos seus quadros. Não sei a que cidade pertecem estes cenários, pois nunca estive em Quebec. Para mim interpreto como se fosse Paris. Consigo perfeitamente imaginar esta cena: andar nas ruas de Paris ao anoitecer, com o meu amado, na cor diferenciada da atmosfera da cidade, ouvindo os músicos de rua, dançando a celebração de estar vivo.









segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

10 coisas românticas para fazer em Florianópolis

Decidi vir morar em Florianópolis depois de umas férias que passei aqui. Senti uma energia especial no lugar, que há tempos é chamado de ilha da magia. Sinto isso de verdade, como se fosse um local capaz de nos enfeitiçar, de nos fazer sentirmos plenos. A magia que toca as pessoas românticas como eu. Gostaria de deixar algumas dicas imperdíveis, na minha opinião, para quem vem passear aqui à dois.

Jantar com vista para a Lagoa da Conceição
Existem vários restaurantes que possuem vista para a lagoa, mas eu indicaria estes: (1) Mar e Massas no canto da Lagoa; (2) Ponto de Vista no morro da Praia Mole; (3) Ponta das Caranhas após o morro da mole em diração á Barra da Lagoa, (4) Isadura Duncan bistrô, próximo ao Ponta das Caranhas e (5) Creperia do Degrau, no canto dos Araçás. Todos eles são extremamente românticos.
Pôr do Sol em Santo Antonio de Lisboa
Você pode curtir este pôr-do-sol incrível caminhando pelo ruazinha que costeia o mar, ou sentando-se em algum dos vários restaurantes no local. Após o jantar, vale a pena passear e observar o casario histórico que data do século XVIII ou passear na rua antiga central, toda de pedras, onde nos fins de semana há uma feirinha de artesanatos. Por falar nisso, há várias lojinhas de artesanatos também. Você pode encerrar o passeio no bar dos Açores, que é ao lado da magnífica igreja de Santo Antônio, onde sempre há músicos tocando MPB. O coração vai bater mais forte, pode crer.
Passeio no Morro da Armação
Entre a Praia da Armação e a do Matadeiro, existe um morrinho (que é aparentemente um sambaqui), onde você caminha um pouquinho e já atinge o cume, com uma vista magnífica das duas praias e do mar aberto. É só pegar uma canga e deitar-se ali, ao lado do seu amado, ouvindo as ondas quebrarem e a suave brisa marítima. Não recomendo isso em alta temporada, pois haverá muitas pessoas o que pode acabar com a sua meditação.

Passeio de Barco
Na ilha existem diversas opções de passeio de barco, e nada mais romântico do que isso né? O que eu mais gosto é o passeio para a Ilha do Campeche, que é mais uma aventura devido ao barco passar por mar aberto. A ilha é magnífica, água cristalina, tem trilhas e mergulho. Leve repelente. Outro que adoro é o passeio para a costa da Lagoa. O barco que leva é mais rústico, pois é tipo um táxi que leva os moradores para a costa. O trajeto é tranquilo, e você pode parar num dos diversos barzinhos à beira da Lagoa.
Visita ao morro onde está a casa de Retiro dos Jesuítas
Fica localizado na praia do Morro das Pedras, e tem uma vista magnífica desta praia e da praia da Armação, para você curtir com o (a) seu (sua) amado (a).
Almoço no bar do Arantes na Praia do Pântano do Sul
Este é um restaurante tradicional da ilha. Embora ache que eles tenham aumentado absurdamente os preços no decorrer dos anos, acho que vale a pena conhecer. O restaurante é repleto de bilhetinhos nas paredes, que turistas dos mais diversos cantos do mundo deixam lá. Você pode deixar lá a sua declaração de amor para o seu amado. Sem contar que é uma praia maravilhosa, uma das minhas preferidas, é uma antiga aldeia de pescadores.
Fim de tarde na Praia do Forte
Romantismo aqui é tudo. Sente-se em um dos barzinhos à beira mar, esqueça-se de tudo e lembre-se apenas de ser feliz. A praia do Forte é uma praia isolada, você chega nela por uma estradinha que à liga à Jurerê Internacional. Lá há o forte São José da Ponta Grossa, que você pode visitar, com vistas esplêndidas da baía norte. O lugar é muito astral, inesquecível!




Almoço no restaurante Ostradamus, no Ribeirão da Ilha



O Ribeirão da Ilha é outra frequesia antiga como Santo Antônio, com diversas fachadas históricas preservadas. O restaurante Ostradamus é um dos melhores da ilha em frutos do mar, e possui um deck mar adentro, onde gaivotas visitam com frequência. Outra experiência imperdível.


Jantar na Pizzaria Nave Mãe, no Canto da Lagoa
Escolha uma sexta-feira à noite e vá a esta pizzaria, que para mim é a melhor da cidade. O lugar é super rústico e aconchegante, com luz de velas, e às sextas tem MPB ao vivo. A pizzaria ideal para os românticos de plantão.

Caminhada pela Avenida Beira Mar Norte no fim de tarde
Tem um pôr-do-sol maravilhoso, e é lindo quando as luzes dos edifícios e da ponte Hercílio Luz começam a acender. Dê a mão ao seu par e comece a caminhada no trapiche principal e vá em direção à ponte, depois volte.

Enfim, criando este post começaram a surgir inúmeras outras programações interessantes, mas me propus em escolher 10, então estão aí. Se você tiver interesse em ver mais imagens de Floripa, visite meu outro blog: http://ilovefloripa.blogspot.com/

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Sentindo-se como na Idade Média, no Mont Saint Michel


















O Mont Saint Michel, uma ilha situada entre as regiões francesas da Bretanha e Normandia, é um lugar mágico de verdade. Nesta ilhazinha foi construído um mosteiro, santuário em homenagem ao arcanjo São Miguel, fortificado no século XIII.










Para chegar lá, pegamos um TGV (trem-bala) de Paris à Rennes, cuja viagem durou 2 horas, e de Rennes tomamos um ônibus que em 1 hora nos deixou no portão de entrada do Mont. Quando estávamos chegando e visualizando o monte de longe, bateu a emoção, parecia uma miragem.
Optamos por nos hopedar num hotel dentro do Mont, onde passamos apenas uma noite. Segui dicas que encontrei na internet, de ficar por lá, pois após as 18h, as excursões de turismo vão embora, e você fica com o Mont quase exclusivo para você, o que é verdade, pois durante o dia a quantidade de turistas é muito grande. Tivemos só um pouco de dificuldade com as malas, para chegar até o hotel pela Grand Rue, que é uma lomba estreita, de pedra, cheia de turistas. Mas e daí, né?As casinhas desta pequena cidade fortificada são uma graça, pequeninas, de pedra com estruturas de madeira. Nesta rua principal que citei, há várias lojinhas com artesanato local. Lindo também é subir o Mont pelas rampas laterais. Ali também há lojinhas e terraços de restaurantes, mas o que impressiona é a vista. Enquanto sobe, olhando para cima à sua esquerda estão os ápices da abadia que você não se cansa de fotografar; à sua direita e para baixo, aquela baía imensa de areia movediça que em tempos de maré alta fica tomada pelo mar. Enquanto caminha, vem aquele vento, que é forte mas é gostoso; é aquela brisa que quem mora perto do mar conhece, mas parece ter um algo a mais, parece mesmo carregar uma história no seu ruído, no seu tato. É uma sensação muito agradável estar ali.

Para visitar a abadia, você tem que comprar um ingresso. Aí você sobe uma escadaria mais alta ainda e chega a um outro terraço, onde está a entrada da igreja. Este terraço também fornece vistas magníficas da baía. A igreja também é muito bonita no seu interior. Tivemos a oportunidade de assitir uma missa cantada , o que foi também uma experiênciaa surreal, como se estivesse viajando no tempo. A celebração que assistimos eram as vêpres, ou vésperas em português, celebradas ao fim do dia, que compreendem uma das liturgias das horas (também chamada Obra/Ofício Divino). Trata-se de uma oração pública e comunitária oficial da Igreja Católica, significando o momento de parar em meio a toda a agitação da vida e recordar que a Obra é de Deus.



Depois da missa, saímos do Mont e fomos caminhar pela baía, esperando o pôr-do-sol, que foi divino. À noite, depois do jantar, voltamos lá para observar o Mont todo iluminado, novamente espetacular.

Só não tenho como descrever aqui a experiência com a mudança abrupta das marés, fenômeno que ocorre por lá de acordo com o calendário lunar. No dia em que ficamos lá, não havia diferença entre a maré alta e a baixa. Se você for viajar para lá, pode olhar no site do Mont http://www.ot-montsaintmichel.com/accueil_gb.htm e ali tem bem direitinho os dias em que a maré sobe. Pelo jeito tenho que voltar lá ...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A cidade luz

Como havia prometido, este mês estarei publicando postagens sobre a França, país que tive a oportunidade de conhecer em setembro agora. Aproveito para divulgá-la (não que ela precise, é claro) no contexto da comemoração do ano da França no Brasil, contando um pouco da minha experiência (maravilhosa) por lá. Serão posts relacionados a Paris, Mont Saint Michel, Provence e Côte d´Azur, que foram os lugares por onde passei, começando por Paris.
Pode parecer manjado, pois muita gente já esteve lá, mas agora é a minha vez de dizer: Paris é tudo! Quero aqui registrar, resumidamente, alguns dos melhores momentos que tive por lá.
A experiência na cidade começou no bairro Montmartre, bairro famoso por reunir boêmios e artistas. Do nosso hotel pegamos duas linhas do metrô para chegar lá, já começando a aprender o esquema do metrô. Descemos na estação Abesses, e não sabendo que havia um elevador para levar até a superfície, subimos vários lances de escada, hehehe... valeu à pena pelas lindas pinturas naquelas paredes que passamos. No bairro tudo é charmoso, bonitinho, começando pela própria saída da estação em estilo Art Nouveau, passando pelas ruazinhas, pelas escadarias, pelas casinhas cheias de flores e trepadeiras, pelos restaurantezinhos mais do que simpáticos. Foi ótimo passear na place du Tertre, em meio aos artistas de rua e às diversas lojinhas de souvenirs nos arredores. Esse primeiro contato com Paris foi mágico, deu vontade de comprar toda a lembrancinha que eu vi pela frente. Sei que pode parecer meio " turista", mas a atmosfera era realmente mágica.
Antes do anoitecer, conhecemos a basílica de Sacre Coeur, lindíssima, muito esplendorosa no seu interior, pena que não se podia fotografar. Lá de cima, onde ela está localizada, pudemos ver toda Paris em tons rosa-alaranjado e dourado pelo pôr-do-sol.

Outra experiência bem parisiense e não menos marcante foi o piquenique que realizamos no Champ de Mars, um extenso gramado em frente à torre Eiffel. Passamos num mercadinho e nos abastecemos com queijos, baguete, pâtisserie (doces folhados) e um vinho bordeaux (AOC por apenas 3 euros e maravilhoso!). Fomos ao entardecer, com céu limpo e temperatura muito agradável, pois ainda era verão, acompanhados por um grupo de amigos que, coincidentemente, também estavam em Paris na mesma época. O gramado estava cheio de casais e grupos, todos muito animados, cantando e comemorando por estar ali. A cada hora cheia as luzinhas da torre começavam a piscar, e aí todo mundo começava a vibrar e aplaudir. Muito astral.



A noite seguinte não foi menos animada. Novamente talvez um clichê para alguns, mas para mim igualmente inesquecível: passeio de bateaux mouche pelo rio Sena. O horário que escolhemos foi ao entardecer, sendo que o barco saía às 20h (e o pôr-do-sol ocorria às 20h30, devido ao horário de verão), com 1h de duração, saindo do cais próximo à torre Eiffel (onde jantamos após), indo até a Ilha Saint-Louis (onde, junto com a Île de la Cité, Paris começou), contornando-a e retornando. Do Sena, pudemos enxergar a maioria do principais monumentos da cidade, que começaram a se iluminar conforme ia anoitecendo. Ao passarmos, recebíamos saudações das pessoas em terra e nos outros barcos. Fomos abençoados com um pôr-do-sol divino, com suas cores majestosas.
Em fim, para terminar este pequeno relato, uma promenade (passeio) pelas ilhas (Île de la Cité e Saint Louis) do Sena, as quais considerei um dos pontos mais belos da cidade. Ali, na antiguidade, começou esta cidade amada por tantos, em todo mundo. Resquícios deste começo observamos na Crypte Archeologique, que fica abaixo da Notre Dame (catedral) de Paris, na Île de la Cité. Na ilha também há um mercado de flores muito simpático, onde também pode-se comprar diversos objetos para jardins e varandas (e eu nem adoro estas coisas...). O prédio da Conciergerie, na outra quadra, tem arquitetura belíssima, e também tem muita importância histórica: lá Maria Antonieta ficou presa antes de ir para a guilhotina. Muito gostoso é caminhar em direção à outra ilha, St Louis, observando a Pont Neuf (a ponte mais antiga da cidade) e a extremidade da Île de la Cité, onde, nos dias quentes, os parisienses e os turistas se aglomeram, na beira do rio. Saint Louis é uma graça, com suas ruazinhas cheias de lojinhas e restaurantezinhos charmosos (desculpem-me o excesso de diminutivos, mas é inevitável, é tudo muito fofo). Terminei este passeio provando o maravilhoso e muito recomendado sorvete da Berthilon, ouvindo um músico de rua animar a todos com seu acordeon, e fotografando a parte de trás da Notre Dame.
Museus, igrejas e gastronomia serão temas de outros posts. Tentei enfim passar um pouquinho da atmosfera deste lugar, com seus monumentos majestosos, sua tonalidade alaranjada/dourada no ocaso, com a arte em cada pequena coisa, com a animação dos seus cafés espalhados pela cidade ... enfim uma cidade que é uma ode à beleza em todos os sentidos.