“Um pedacinho de terra,perdido no mar...
Num pedacinho de terra,
beleza sem par...
Jamais a natureza,
reuniu tanta beleza
jamais algum poeta
teve tanto pra contar..."
Praia de Ganchos - Governador Celso Ramos
Biguaçu - o terreno onde será construído o estaleiro também fica próximo a uma reserva indígena Guarani
Localização do Estaleiro em Biguaçu (pequena área cinza) - intimamente próximo a reservas ambientais no município de Governador Celso Ramos e o norte da ilha de Florianópolis
Você que investiu tanto numa residência ou na rede hoteleira em Jurerê, ou como o tenista Guga, em Governador Celso Ramos, o que lhe parece esta paisagem??
Mesmo assim, fico apreensiva com o futuro desta discussão. A notícia tem pouco destaque nas mídias convencionais - mais uma vez, aqueles que deveriam ter a obrigação de manter a população corretamente informada. Provavelmente esta negligência tem a ver com o poder do dinheiro. Sabemos infelizmente que a fortuna deste Sr. Eike Batista (é o 8o. homem mais rico do mundo), é o mais decisivo nestas questões. E infelizmente também sabemos que tudo no nosso Brasil funciona assim: "molha a mão" do sujeito que você consegue o que quer. E assim devem estar pensando os políticos de Biguaçu e do governo de SC (que inclusive aceitaram este projeto vendendo a área por valor inferior ao de mercado). Pesquisando na internet, vemos a relação de Eike com a política, tendo ele financiado campanhas políticas que lhe beneficiaram em seus projetos http://pt.wikipedia.org/wiki/Eike_Batista.
Ostras contaminadas por óleo: sendo Florianópolis e Grande Florianópolis as principais produtoras do país, o que sobrará para a maricultura??
Na contra-partida, os defensores do projeto alegam que serão gerados 4 mil empregos diretos e 12 mil indiretos. Não vou nem citar aqui o que o impacto destes milhares de trabalhadores trará a uma cidadezinha como Biguaçu em termos de moradia, saneamento básico, transporte, segurança e saúde (já que a cidade não possui nem rede de tratamento de esgoto e recebe água potável dos municípios vizinhos). O que quero dizer é que empregos podem vir de outras formas. Não é justo que, para se gerar alguns milhares de empregos, outros milhares (setor turismo, setor imobiliário, setor de pesca e maricultura, etc) sejam destruídos. Mas mais importante de qualquer emprego é a natureza que ali se encontra, este milagre que temos tão perto de nós, que uma vez destruída, não tem mais volta. Será que nós, homens, que estamos há tão pouco tempo neste planeta, temos o direito de destruir tudo de acordo com os nosso interesses? Não devemos esquecer que o dinheiro fica, o nosso corpo e os nosso interesses se vão com a morte, mas o mundo vai ficar aí, vai ser o lugar que deixaremos para nosso filhos e netos. Por isso não me venham com essa de emprego, é essa a idéa que estes milionários querem passar: "você aceita uma merreca de salário (ou de propina) e fica feliz pois comprou o seu i-pod, enquanto eu enriqueço às suas custas e à sua burrice". E nesta ilusão todos nós, inclusive os moradores da vizinha ambiciosa Biguaçu, vamos perder esta natureza maravilhosa que não há dinheiro que compre. Cego de quem mora por aqui e não sabe valorizar a preciosidade que tem.
Praia do Forte em Florianópolis - em vez desta tranquila paisagem, navios petroleiros irão compor o visual...
