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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

As igrejas da França

Visitar as igrejas na França, assim como em outros países na Europa, é imprescindível num roteiro de viagem. Embora seja a França um país laico, seu estado passou séculos de sua história numa relação estreita com a Igreja católica, desde que o cristianismo ali se estabeleceu durante os séculos II e III. Por isso a quantidade de igrejas é muito grande, e elas são muito, muito belas, independentemente do estilo arquitetônico. Sabe-se que os franceses atualmente não são lá muito religiosos, e que 1/3 da população se declara ateu. Mesmo assim, as igrejas são muito frequentadas, tivemos a oportunidade inclusive de assistir uma missa cantada em Cannes, que estava lotada.

















A igreja mais bela que visitamos foi a Catedral de Chartres, que você pode visitar pegando um trem a 1 hora de Paris. A sua construção, que marcou o auge da arte gótica na França, iniciou no século XII, e até hoje mantém-se em excelente estado de conservação. O edifício conta com mais de 150 janelas medievais com vitrais, a maioria delas do século XIII, que proporcionam um magnífico efeito luminoso ao interior do templo, e contam histórias bíblicas. Esses lindos vitrais, que foram retirados um por um durante as duas grandes guerras, merecem ser olhados de perto por um binóculo, e foi o que fizemos. A igreja, além de todo esplendor de sua fachada e de seu amplo interior, possui, como outras igrejas, símbolos místicos, como um enorme labirinto desenhado na entrada da mesma. O passeio à catedral também vale muito à pena para dar um giro na cidadezinha, que é uma graça, cheia de casinhas típicas, com bons restaurantes e lojinhas. Foi uma das primeiras experiências na viagem, então ficamos maravilhados com o local.









Paris tem inúmeras igrejas. Mas o movimento de turistas já é bem maior, fica mais difícil de contemplar. Gostei muito da basílica de Sacre Couer, pela sua localização (com uma vista magnífica sobre a cidade) e pelo seu interior, que é muito glorioso.

No Mont Saint Michel tivemos uma experiência religiosa bem interessante, que descrevi no post sobre o Mont.



Na região da Provence, em cada cidadezinha que íamos, gostávamos de entrar na igreja, observar sua arquitetura, suas esculturas e obras de arte, seus símbolos ocultos; gostávamos de contemplar, de chegar ali e deixar uma vela acesa, agradecendo tudo de bom que passamos e pedindo por graças. Em Biot, uma cidade minúscula em cima de um monte, a localização da igreja é bem esquisita, no fim de uma rua, onde em volta habitaram os cavaleiros templários. Muito interessante também as igrejas em Les Baux e Grasse, onde me senti como na idade média.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Sentindo-se como na Idade Média, no Mont Saint Michel


















O Mont Saint Michel, uma ilha situada entre as regiões francesas da Bretanha e Normandia, é um lugar mágico de verdade. Nesta ilhazinha foi construído um mosteiro, santuário em homenagem ao arcanjo São Miguel, fortificado no século XIII.










Para chegar lá, pegamos um TGV (trem-bala) de Paris à Rennes, cuja viagem durou 2 horas, e de Rennes tomamos um ônibus que em 1 hora nos deixou no portão de entrada do Mont. Quando estávamos chegando e visualizando o monte de longe, bateu a emoção, parecia uma miragem.
Optamos por nos hopedar num hotel dentro do Mont, onde passamos apenas uma noite. Segui dicas que encontrei na internet, de ficar por lá, pois após as 18h, as excursões de turismo vão embora, e você fica com o Mont quase exclusivo para você, o que é verdade, pois durante o dia a quantidade de turistas é muito grande. Tivemos só um pouco de dificuldade com as malas, para chegar até o hotel pela Grand Rue, que é uma lomba estreita, de pedra, cheia de turistas. Mas e daí, né?As casinhas desta pequena cidade fortificada são uma graça, pequeninas, de pedra com estruturas de madeira. Nesta rua principal que citei, há várias lojinhas com artesanato local. Lindo também é subir o Mont pelas rampas laterais. Ali também há lojinhas e terraços de restaurantes, mas o que impressiona é a vista. Enquanto sobe, olhando para cima à sua esquerda estão os ápices da abadia que você não se cansa de fotografar; à sua direita e para baixo, aquela baía imensa de areia movediça que em tempos de maré alta fica tomada pelo mar. Enquanto caminha, vem aquele vento, que é forte mas é gostoso; é aquela brisa que quem mora perto do mar conhece, mas parece ter um algo a mais, parece mesmo carregar uma história no seu ruído, no seu tato. É uma sensação muito agradável estar ali.

Para visitar a abadia, você tem que comprar um ingresso. Aí você sobe uma escadaria mais alta ainda e chega a um outro terraço, onde está a entrada da igreja. Este terraço também fornece vistas magníficas da baía. A igreja também é muito bonita no seu interior. Tivemos a oportunidade de assitir uma missa cantada , o que foi também uma experiênciaa surreal, como se estivesse viajando no tempo. A celebração que assistimos eram as vêpres, ou vésperas em português, celebradas ao fim do dia, que compreendem uma das liturgias das horas (também chamada Obra/Ofício Divino). Trata-se de uma oração pública e comunitária oficial da Igreja Católica, significando o momento de parar em meio a toda a agitação da vida e recordar que a Obra é de Deus.



Depois da missa, saímos do Mont e fomos caminhar pela baía, esperando o pôr-do-sol, que foi divino. À noite, depois do jantar, voltamos lá para observar o Mont todo iluminado, novamente espetacular.

Só não tenho como descrever aqui a experiência com a mudança abrupta das marés, fenômeno que ocorre por lá de acordo com o calendário lunar. No dia em que ficamos lá, não havia diferença entre a maré alta e a baixa. Se você for viajar para lá, pode olhar no site do Mont http://www.ot-montsaintmichel.com/accueil_gb.htm e ali tem bem direitinho os dias em que a maré sobe. Pelo jeito tenho que voltar lá ...