Visitar as igrejas na França, assim como em outros países na Europa, é imprescindível num roteiro de viagem. Embora seja a França um país laico, seu estado passou séculos de sua história numa relação estreita com a Igreja católica, desde que o cristianismo ali se estabeleceu durante os séculos II e III. Por isso a quantidade de igrejas é muito grande, e elas são muito, muito belas, independentemente do estilo arquitetônico. Sabe-se que os franceses atualmente não são lá muito religiosos, e que 1/3 da população se declara ateu. Mesmo assim, as igrejas são muito frequentadas, tivemos a oportunidade inclusive de assistir uma missa cantada em Cannes, que estava lotada.

A igreja mais bela que visitamos foi a Catedral de Chartres, que você pode visitar pegando um trem a 1 hora de Paris. A sua construção, que marcou o auge da arte gótica na França, iniciou no século XII, e até hoje mantém-se em excelente estado de conservação. O edifício conta com mais de 150 janelas medievais com vitrais, a maioria delas do século XIII, que proporcionam um magnífico efeito luminoso ao interior do templo, e contam histórias bíblicas. Esses lindos vitrais, que foram retirados um por um durante as duas grandes guerras, merecem ser olhados de perto por um binóculo, e foi o que fizemos. A igreja, além de todo esplendor de sua fachada e de seu amplo interior, possui, como outras igrejas, símbolos místicos, como um enorme labirinto desenhado na entrada da mesma.
O passeio à catedral também vale muito à pena para dar um giro na cidadezinha, que é uma graça, cheia de casinhas típicas, com bons restaurantes e lojinhas. Foi uma das primeiras experiências na viagem, então ficamos maravilhados com o local.
O passeio à catedral também vale muito à pena para dar um giro na cidadezinha, que é uma graça, cheia de casinhas típicas, com bons restaurantes e lojinhas. Foi uma das primeiras experiências na viagem, então ficamos maravilhados com o local.

Paris tem inúmeras igrejas. Mas o movimento de turistas já é bem maior, fica mais difícil de contemplar. Gostei muito da basílica de Sacre Couer, pela sua localização (com uma vista magnífica sobre a cidade) e pelo seu interior, que é muito glorioso.
No Mont Saint Michel tivemos uma experiência religiosa bem interessante, que descrevi no post sobre o Mont.
Na região da Provence, em cada cidadezinha que íamos, gostávamos de entrar na igreja, observar sua arquitetura, suas esculturas e obras de arte, seus símbolos ocultos; gostávamos de contemplar, de chegar ali e deixar uma vela acesa, agradecendo tudo de bom que passamos e pedindo por graças. Em Biot, uma cidade minúscula em cima de um monte, a localização da igreja é bem esquisita, no fim de uma rua, onde em volta habitaram os cavaleiros templários. Muito interessante também as igrejas em Les Baux e Grasse, onde me senti como na idade média.


















Para visitar a abadia, você tem que comprar um ingresso. Aí você sobe uma escadaria mais alta ainda e chega a um outro terraço, onde está a entrada da igreja. Este terraço também fornece vistas magníficas da baía. A igreja também é muito bonita no seu interior. Tivemos a oportunidade de assitir uma missa cantada , o que foi também uma experiênciaa surreal, como se estivesse viajando no tempo. A celebração que assistimos eram as vêpres, ou vésperas em português, celebradas ao fim do dia, que compreendem uma das liturgias das horas (também chamada Obra/Ofício Divino). Trata-se de uma oração pública e comunitária oficial da Igreja Católica, significando o momento de parar em meio a toda a agitação da vida e recordar que a Obra é de Deus.



